segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Matéria sobre Product placement

Matéria muito interessante á respeito de propaganda nos filmes. Vale a pena ver:


http://exame.abril.com.br/marketing/galerias/publicidade-no-cinema

sábado, 13 de novembro de 2010

Uma conversa no Facebook...Sobre kotler

Comentário do prof. Giancarlo Ricciardi

Tá, tá, tá...

A escola do Marketing, como o conhecemos hoje, tem a inegável e imprescindível "mão de Kotler".

Galera... na boa... e os demais autores? Contemporâneos ou não??

Essa concentração no Kotler às vezes me irrita...

Não tenho um pingo de capacidade técnica de tecer qualquer comentário a respeito do Kotler que seja diferente do maravilhoso; mas ele não foi o primeiro e não é o único!

Às vezes me enfureço com os curricula das Universidades quando se trata de Marketing (e bem que tentei mudar um pouco o cenário, falhei...).

Onde estão o Butler (1914 [!!!!] ), Agnew (1941); Anderson;Cox (1948), McArthy (1950 - o criador dos 4 P's),Baumol (1957)...

E onde estão os mais recentes: Williamson, Jay Barney (o verdadeiro contraponto contemporâneo do Porter em estratégia), Peteraf, Porter, Drucker, Wernerfelt (em estratégia pura), Dierickx e Cool, Ansoff, Bain e tantos outros???? Hã?

Gente, recomendo fortemente a leitura da Tese de Doutorado do Prof.
Sérgio Ignácio.

É uma primorosa revisão do Marketing desde a era pós-revolução industrial (1900) até meados de... hoje.

Dêem uma olhada:

http://www.facebook.com/l/79e34z1LVCcxoPyaVIkxnBtXMhA;www.sapientia.pucsp.br//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=10529

A Universidade Anhembi Morumbi e a Universidade São Judas Tadeu tem o cara em seu corpo docente...

- Sérgio, o conhecimento é público... kd seu segundo livro? WTF!-

Publicado em http://www.facebook.com/profile.php?id=1308471252 há 8 minutos • Curtir

Minha resposta: Verdade Gian, temos inúmeros autores contribuindo para o fortalecimento do marketing. Boa a sua lembrança do Butler, passou pelo marketing, teve a coragem de nomear a área e desapareceu... voltou a ser executivo de empresa, uma pena. na minha tese conto um pouco de sua trajetória.

Não que eu seja contra o Kotler, pelo contrário, mas também acho que o culto demasiado a apenas uma personalidade prejudica o crescimento da área. Valorizar o trabalho de mais intelectuais com toda certeza ajudaria no processo de institucionalização do marketing.

Em relação ao processo de institucionalização do marketing no Brasil, faço uma pequena discussão em meu blog (http://desmistificandomarketing.blogspot.com/2010/09/uma-pequena-reflexao.html).

Em relação a demais autores e o processo de história do marketing, como sugere, segue uma pequena contribuição:

ftp://ftp.usjt.br/pub/revint/211_58.pdf
http://www.sapientia.pucsp.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=4843
http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos1/Novas_formas_de_distribuicao_e_comercializacao_1900_1910_os_primeiros_estudos_em_marketing.htm

Quanto ao novo livro... as ideias não faltam, o que falta é tempo.

ps.: é fabuloso esta discussão, somente assim teremos uma área séria e fértil. Somente com o debate inteligente que poderemos crescer em nossa profissão de marketólogos...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Marketing Viral Off-line


Parece até um sacrilégio este título em plena época da economia virtual, ou o manifesto de um legítimo integrante da geração X. Mas, não é nada disso. O meu objetivo é demonstrar como as estratégias de marketing viral podem e devem ser usadas também em ambientes fora da rede.
Quando pensamos em marketing viral o que nos vêem a cabeça são estratégias usadas para criar um burburinho virtual e positivo usando as redes sociais, vídeo no Youtube, Facebook, entre outros. Mas, fora deste ambiente também podemos e devemos pensar em marketing viral. Assim, vamos falar um pouco da estratégia bem sucedida da Puma.
Sempre que pensamos em marketing viral algumas regras devem ser respeitadas. O produto tem que excepcionalmente bom, caso contrário os comentários serão negativos e prejudiciais à sua organização; deve atender as necessidades e desejos dos consumidores, gerando valor e a plena satisfação de seu público alvo; a simplicidade deve ser levada em consideração, pois um produto complexo dificulta o boca a boca - quanto mais difícil for para uma pessoa passar uma mensagem, menor será a sua disseminação; deve existir uma segmentação sistematizada - comece aos poucos para depois ampliar sua atuação; e alvos programados, concentre-se nos grandes formadores de opinião. Foi isso que a Puma fez em sua estratégia Off-line de marketing viral.
Em 1993 Jochen Zeitz assumiu o comendo da Puma. Sabedor de sua dificuldade de bater de frente com os líderes de mercado, Adidas e Nike, resolveu pensar em uma estratégia diferenciada de mercado. Ao invés de competir no mesmo mercado de seus concorrentes, resolveu se reposicionar e competir em outras frentes não ocupadas pelos rivais.
Para isso destinou 70 % (isso mesmo, não errei este valor) do lucro da empresa para o investimento em marketing e P&D (pesquisa e desenvolvimento). Ao invés de se concentrar em um segmento de massa, fato comum no mercado de calçados esportivos, focou suas estratégias em micro segmentos (um dos requisitos no marketing viral), para poder conhecer adequadamente os seus consumidores e para criar uma ligação firme e duradoura ( a satisfação que mencionamos anteriormente).
Em sua proposta de reposicionamento mudou o seu foco de tênis esportivos para moda, uma junção de esporte + estilo de vida + moda = novo conceito: " Estilo de vida esportivo". Nestes micro segmentos começou a fabricar produtos para futebol, corrida, críquete, beisebol, MotoCross, sapatos para dirigir, trajes para piloto, roupas para velejar, entre outros.
Com uma estratégia bem focada não deixou passar oportunidades únicas. Em 1993 a banda Bestie Boys apareceu em seu show usando o tênis Clyde da Puma, produto este que já estava quase fora de produção. Como uma boa empresa antenada no mercado usou esta situação para criar o seu marketing viral. Aumentou a produção e iniciou um processo de distribuição de amostras grátis para grandes formadores de opinião, os descolados. Os demais consumidores que viam estas pessoas usando o tênis da Puma também queriam ter o seu para se sentirem parte deste grupo.
Em 1998 a Puma foi procurada pelo estilista Jil Sander que queria usar a chuteira que Pelé vestiu na copa de 1970 em seus desfiles. Como uma empresa antenada ao mercado e que não deixa passar as oportunidades de mercado aceitou de pronto. Além de usar a chuteira em seus desfiles ainda criou uma nova linha de produtos que foi usado até pela cantora Madona. O boca a boca já estava sendo feito.
Em 2002 criou o macacão traje de gato que foi usado pela tenista Serena Willians, e que gerou um intenso boca a boca e também uma publicidade gratuita. Todas as redes de televisão cobriram a vitória da tenista. Também nesta época criou um uniforme de peça única para a seleção de Camarões. A Fifa proibiu o seu uso, mas gerou muita publicidade para a empresa.
Em 2008 ocorreu o auge de suas estratégias de viral quando o Jamaicano Usain Bolt ganhou três medalhas de ouro nas olimpíadas e em sua comemoração beijou suas sapatilhas douradas da marca Puma (esta atitude do atleta não foi combinada). Sorte? Não, é simplesmente pensar em marketing, ter foco em seus micro segmentos e saber visualizar as oportunidades oferecidas pelo mercado.
É claro que a Puma também usa estratégias virtuais, mas como notamos ela seguiu a risca as premissas do marketing viral, satisfação, simplicidade, segmentação e alvos programados. Esse é o marketing viral off-line.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Uma Pequena Reflexão


Acabei ministrar uma palestra na Anhembi Morumbi - campus Paulista, onde tratei da história do Marketing, a mesma palestra que dei no dia anterior no campus da Vila Olímpia.
Estes encontros, que não considero como uma palestra mas como um bate-papo com os amigos, é muito, mas muito enriquecedor. Além de rever os antigos alunos que vem de outros campus e outros horários (alunos do matutino, por exemplo), as perguntas que costumam fazer são espetaculares. Não são aquelas feitas para que o palestrante "deite e role" nas respostas e valorize os seus conhecimentos. São argumentações ponderadas, questionadoras e, muito, mas muito inteligentes. Estes são momentos únicos que (como estamos falando de marketing permita-me parafrasear uma antiga campanha de publicitária), não tem preço. De quem era mesmo esta campanha? Não lembro, erro de posicionamento da empresa (rs).
Em relação aos questionamentos, nos dois encontros me perguntaram quais os motivos pelos quais a nossa área ainda não se sedimentou como ocorreu nos Estados Unidos - minha palestra além de falar da história do marketing, menciono o seu processo de institucionalização em território norte-americano no início do século passado - o tema de minha tese de doutorado.
Nas respostas dadas, acredito que nossa área de conhecimento ainda não obteve o reconhecimento adequado por vários motivos que elenco à seguir:
Estamos em uma área limite entre a Administração e Comunicação. É uma certa crise de identidade. Em alguns momentos pendemos para a área de administração com a nossa forma lógica de pensar estrategicamente o funcionamento de uma organização e seu relacionamento com o mercado. Do outro pendemos para a criatividade, pensando cada vez mais em campanhas publicitárias e propaganda. Nada contra este pensamento interdisciplinar, afinal de contas temos que saber de direito, psicologia, sociologia, antropologia e, administração e comunicação. Mas, somos mercadológos, com nossas características únicas.
Talvez devido a abrangência dos estudos em marketing. A cada dia importamos novas abordagens que acabam por se tornar sub áreas. Marketing viral, pessoal, industrial, de rede, de nicho, multisensorial, de nível, emocional, global, organizacional,ufa... são tantas áreas de atuação. Apenas não pensamos em um pequeno probleminha. Os países que criam estas novas abordagens já estão com os preceitos de marketing sedimentados, desta forma podem tranquilamente ampliar sua abrangência. Agora, será que no Brasil, como ainda engatinhamos neste processos de sedimentação, não acaba sendo prejudicial? Será que não acaba por confundir os iniciantes? Você já notou que nas área mais consagradas (ou estabelecidas) sempre temos um livro de Teoria Geral? Teoria Geral da Administração, Economia, Direito, e a Teoria Geral no Marketing? É para pensar.
Ou o problema seja o pouco tempo que temos da área no Brasil. O marketing começou a ser estudado apenas na década de 1950. Uma defasagem de 50 anos em relação aos norte-americanos. Assim, estamos ainda engatinhando em nosso processo.
Pode ser também, devido a aplicabilidade da área. A maioria dos estudantes de marketing querem saber apenas das práticas de mercado. Isso prejudica os estudos pois criamos profissionais para o mercado (excelente) e, em um número muito menor, para a pesquisa. Nada contra esta aplicabilidade ela é saudável, mas estes profissionais de mercado deveriam escrever um pouco mais à respeito de seus estudos de caso e das experiências vividas, embasados em conceitos, é claro. Isso ajudaria na falta de publicação que temos. Esta contribuição poderia ajudar ao fortalecimento da área.
Enfim, são tantas hipóteses que daria uma nova tese de doutorado. Mas, para o fortalecimento da área acredito que nós marketólogos deveríamos fazer valer nosso espaço. Escrever mais atigos, exigir que nos chamem pelo modo correto - não somos marketeiros, criar associação mais fortes, revistas especializadas exclusivas para marketing, exigir mais qualidade das obras lançadas no mercado, criar uma cultura tupiniquim de marketing - reduzir a importação de conceitos e ferramentas, pesquisar mais á respeito da área - sem pesquisa não teremos novos conceitos, valorizar mais os poucos curso de marketing que temos no Brasil - e exigir mais curso da área, entre outras formas de institucionalizar a área.
Esse é o nosso papel. É a missão de todo profissional de marketing!!!

ps.: obrigado a todos que estão exigindo novas postagens no blog. Juro que é a correria do trabalho. Hoje, um amigo me cobrou com um excelente argumento: "Seu blog não é para desmistificar o marketing?" É verdade meu amigo, desta forma estou contribuindo (não como deveria, pois posso fazer mais) com a sedimentação da área. Obrigado pelo puxão de orelha!!!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Os comerciais de TV estão com os dias contados...E a Criatividade...


Você deve ter escutado a profecia acima uma centena de vezes, não é mesmo? E as propagandas na mídia Televisiva ainda "sobrevivem". Agora é minha vez de profetizar: pode até ocorrer um aumento destes comerciais com a intensificação da TV Digital, pois poderemos assistir à programas em celulares no ônibus ou metrô, e nos automóveis com os GPS. E os programas que assistiremos serão das emissoras fechadas onde reinam os famosos e antigos (antigos para os modernos) comerciais tradicionais. Bom, é pagar para ver...
Como uma transformação no ambiente mercadológico, com a profecia mencionada, abre espaço para outras formas criativas de promover o seu produto ou marca, fato que, em minha opinião, é muito bom, pois abre novas oportunidades de mercado e a valorização do capital humano. É preciso pensar melhor que os seus concorrentes e, em formas inovadoras de comunicação. Sendo assim, abordaremos uma das estratégias que foi veiculado na mídia especializada, o Brand Experience.
Você já ouviu falar a respeito deste termo? Pode ser que não, mas que já presenciou, disso eu tenho certeza. O que acontece quando entramos em uma loja da Starbucks para apreciar um delicioso café? Todas as suas estratégias de marketing são direcionadas para uma experiência única: o aroma do café, o som dos grãos sendo moídos, a performance dos funcionários na preparação da bebida, o local aconchegante, e... chega! Já estou ficando com vontade de um bom cafezinho. Isso que a Starbuks faz é Brand Experience. ou seja, a empresa procura demonstrar uma experiência agradável no relacionamento com os consumidores, transmitindo sensações (o marketing multisensorial que podemos falar em outras oportunidades) e sentimentos agradáveis em relação a marca. Simples, não é?
É o mesmo que ocorre quando freqüentamos um parque da Disney com o seu mundo da fantasia, ou a estratégia usada pela Apple na venda de seus primeiros I-phones. Na época a empresa contratou pessoas para formar uma fila indiana em frente das lojas e, a medida que os primeiros compradores saiam com suas sacolas, recebiam uma salva de palmas. Parecia até a entrega do Oscar. O que a Apple fez foi uma estratégia de comunicação que transmite (ou representa) uma experiência de marca única, e criou uma identificação entre os consumidores e a empresa. Os consumidores da empresa não são verdadeiros torcedores da marca? Não gostam de se identificar como consumidores de uma marca única e "descolada"? É a experiência sendo construída e consolidada.
E, neste processo de transmitir uma experiência diferenciada para comunicar o posicionamento da marca (o espaço que uma marca ocupa na mente do consumidor), as empresas estão cada dia mais audaciosas – e, o melhor, inovadoras. A Ambev investiu R$ 9 milhões no reality show Busão do Brasil. O famoso Busão é totalmente adesivado com a marca do Guaraná Antartica e percorrerá, estrategicamente, todas as cidades nas quais a marca esta precisando de um impulso em suas vendas. É uma forma de interação da marca com os seus consumidores, para garantir uma experiência diferenciada e transmitir os valores que o produto/marca representa.
Estas estratégias usadas para criar e gerenciar determinados programas de televisão já foram usadas na Holanda. A Heineken criou um programa de entrevistas, estilo CQC da Bandeirantes, para tornar na percepção dos consumidores a marca mais jovem. O programa fez tanto sucesso que ganhou vida própria.
As estratégias de Brand Experience, como percebemos, servem para garantir uma plena comunicação integrada de marketing – vários elementos trabalhando para transmitir um conceito, são formas mais criativas de manter um relacionamento com os seus consumidores, entendendo e transmitindo uma experiência única e fortalecendo o posicionamento da marca, pois deixa de existir um foco exclusivo por atributo e entra uma identificação emocional, ou seja, sai o posicionamento por atributo, que pode ser copiado por todo e qualquer concorrente, e entra em seu lugar um posicionamento emocional, que somente quem conhece adequadamente os seus consumidores pode transmitir.
Portanto, aproveite as modificações que ocorrem no relacionamento com os seus consumidores, e use a criatividade para criar formas inovadoras para transmitir uma experiência única para os seus consumidores. Afinal o que guardamos mais em nossa retina não é a emoção? os sentimento? As percepções? Isso é o Brand Experience.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Vale a pena conferir...

Mars cria embalagem customizável e aumenta preferência por chocolate Ação de marketing, que permite uso de adesivos para personalizar o produto, ganhou o leão de ouro em Cannes


http://portalexame.abril.com.br/marketing/galerias/embalagens/mars-message-576766.html?v=ultimas&p=0

terça-feira, 29 de junho de 2010

Desmistificando a Velocidade do Mundo Digital


Semana passada em um programa de rádio ouvi um comentário que me chamou atenção: o único lugar na face da terra em que o mundo digital é mais lento que o analógico é nas transmissões televisivas. Se você possui TV à cabo já deve reconhecer esta história - domingo, quando o Luiz Fabiano deu o primeiro chapéu no zagueiro de Costa do Marfim, já se podia ouvir seus vizinhos comemorando o gol. Frustrante, não é mesmo? Isso ocorre, segundo especialistas, devido ao fato das imagens digitais percorrerem um estágio a mais antes de chegar a sua residência para que possam melhorar a sua qualidade. Sabendo disso, e para evitar frustrações, vou assistir a final da Libertadores da América deste ano em minha cozinha, na boa e velha TV analógica.
Realmente a frase do entrevistado no programa de rádio é verdadeira, já que, com todas as tecnologias disponíveis as transformações no mercado ocorrem com uma velocidade impressionante. E, nesse cenário mercadológico, os profissionais de propaganda e marketing estão cada dia mais preocupados em como se relacionarem de uma maneira mais harmônica, com a infinidade de formatos existentes. Há pouco tempo atrás, existia uma quantidade muito menor no mix de comunicação; hoje já perdemos a conta. Mas não fique tão preocupado, pois os, se assim podemos dizer, antigos conceitos, estão cada dia mais fortalecidos. Ou seja, apesar de toda a profusão e velocidade das novas mídias, a essência é a mesma. Portanto, não jogue os seus livros de marketing fora (o Desmistificando o Marketing, então, JAMAIS!!!) pois eles estão mais atuais que nunca.
Neste cenário, você já reparou que toda empresa que procura um especialista para aconselhá-la em relação às formas de comunicação com o seu público alvo quer (ou exige) uma estratégia de marketing digital? Apenas esquecem, de antes de escolher as estratégias de mídia, algumas perguntas iniciais: Será que é isso que o meu consumidor esta interessado? Ele deu a permissão para usar estes formatos de comunicação? Pense bem, no mundo digital conhecer o consumidor de forma adequada e pedir permissão, é tudo. No atual contexto mercadológico é muito fácil falar com uma gama enorme de pessoas, mas será que é isso que eles realmente desejam? Será que a sua organização conhece profundamente os seus consumidores para usar estas tecnologias para falar com eles?
E como chegar a esse conhecimento aprofundado do consumidor e a tão sonhada permissão? Elementar meu caro Watson: mantendo uma filosofia de Marketing de Relacionamento. É usar todas as formas existentes pensando em marketing e aproveitar as novas tecnologias para manter um relacionamento íntimo e duradouro com os seus consumidores.
Algumas empresas antenadas a esta revolução tecnológica já começam a usar estratégias de marketing digital para, com a permissão dos consumidores, manter um relacionamento mais direto e duradouro com eles.
A Chanel criou um 2008 um aplicativo para Smartphones que apresenta vídeos de seus desfiles de moda e, caso exista interesse do consumidor, é traçado uma rota indicando qual o seu ponto de venda mais próximo. Notaram? Quem baixa o aplicativo é o consumidor. Desta forma ele esta permitindo que a empresa use sua estratégia de marketing para oferecer um produto ou serviço. E o mais interessante desta história, a Chanel pode alimentar o seu banco de dados com valiosas informações á respeito do perfil dos consumidores – Isto é Marketing de Relacionamento. Isto é o fortalecimento dos conceitos de marketing graças às novas tecnologias.
Nem os nossos cãezinhos se livraram das estratégias de marketing – mas não deixem o Thor saber disso – A Pedigree, nos EUA, criou um aplicativo que você pode gravar o latido do totó em seu celular e basta chacoalhá-lo para reproduzir o som. Já a Purina lançou um localizador de hotéis, pet shops, veterinário e abrigo. Isso é... permissão e relacionamento.
A Starbucks criou um cartão de fidelidade com o uso do celular, sem dizer do já famoso localizador de lojas e o uso do Twitter para obter e ouvir as críticas e sugestões de seus consumidores. A Kraft Foods oferece vídeos de receitas. Algumas vão mais além, fazendo com que os consumidores se tornem os verdadeiros criadores de produtos, como a enciclopédia digital Wikipédia onde são os visitantes que criam o conteúdo; a Microsoft colocou no ar uma versão de testes do Windows 7, para que fanáticos pudessem experimentar o produtos antes de entrar no mercado; a P&G criou um concurso para que os seus consumidores criassem a nova campanha do Doritos – a propaganda vitoriosa foi veiculada no intervalo do Super Bowl(final do campeonato norte-americano de futebol) , e entre outras estratégias de cocriação de produtos ou serviços.
É, o mundo digital esta cada vez mais rápido. Estamos presenciando uma revolução impressionante. Serve para fortalecer os conceitos que já foram criados há muito e muito tempo, não é mesmo? Note que as ferramentas mudam, mas a essência – foco no consumidor - cada vez mais se solidifica. Todos os formatos são apenas métodos mais adequadas de se adaptar aos novos anseios dos consumidores – puro marketing.
É assim, o mundo muda e o futebol... continua o mesmo : a seleção brasileira caminhando para a final e eu na frente de minha televisãozinha na cozinha.

domingo, 6 de junho de 2010

Vale a Pena ler...

Marketing 3.0 – Philip Kotler
Apesar dos críticos, ainda continuo achando Kotler um excelente autor. Gosto da sua forma de escrever e dos inúmeros exemplos que menciona. Neste novo livro ele aborda a evolução (para muitos, transformação) pela qual as empresas estão passando, não apenas as empresas mas também os consumidores. Acho muito bom o gráfico evolutivo dos conceitos de marketing.

FREE – Gratis: o futuro dos preços. – Chris Andreson
Uma nova forma de relacionamento entre as empresas e os seus consumidores sendo impulsionada pela economia digital. Vale pela reflexão, ou para pensar em novas estratégias de marketing.

Errar é humano. Admitir, é sabedoria.



A notícia que foi publicada nos meios de comunicação, e em meu caso particular na revista Exame da editora Abril, não é nova; mas as minhas atualizações no blog também não estão com a freqüência que deveria. Assim, considerando os dois momentos, vamos comentar uma estratégia no mínimo ousada, irreverente e corajosa usada pela segunda maior rede de pizzaria dos Estados Unidos, a Domino´s.
Cada vez mais as empresas estão percebendo que a sua empresa, marca e produtos são organismos vivos. Não falamos continuamente de ciclo de vida do produto, relacionamento com o ambiente externo, ambiente darwiniano, uso de atores ou atrizes de sucesso para avalizar os produtos ou marcas, personalidade das marcas? Assim, devido a essa percepção mercadológica, é algo normal estar sujeito a erros e trabalhar com todo afinco para manter os seus acertos em seus relacionamentos com os consumidores, e, principalmente, com a sociedade como um todo.
Ciente dessa situação, a Domino´s veiculou entre os meses de dezembro de 2009 e janeiro deste ano, uma série de documentários que mostra a péssima impressão que alguns consumidores tinham, ou ainda tem, de seus produtos. Assumiu, publicamente, os seus erros para obter a compreensão de seus consumidores de que esta trabalhando para melhorar os seus produtos.
O documentário mostra os clientes comentando que a borda de suas pizzas tem gosto de papelão ou que o molho parece ketchup. Essa inusitada estratégia parece que esta dando certo. Gerou um intenso boca a boca, principalmente nos meios eletrônicos com as inúmeras visitas ao Youtube. Aproveitando o viral que foi gerado, a empresa criou um micro site para registrar, sem nenhuma censura, a opinião negativa de seus consumidores em relação aos seus produtos. Um ato de coragem... ou ousadia. Ousadia esta que gera muito, mas muito viral em torno da marca.
O ato de assumir as suas fraquezas publicamente tem entre seus objetivos obter a simpatia de seus consumidores. Temos como hábito torcer por aquelas empresas mais fracas ou menores (lembram-se como muitos consumidores torceram pela Dolly em sua briga entre Davi e Golias com a Coca-Cola; ou como muitas pessoas torceram pela Assolan em sua briga com a líder de mercado Bombril? É do ser humano torcer pelos mais fracos. Quando você esta assistindo a um evento esportivo que não envolva o seu time, para quem você torce? Para o mais fraco, é claro!) que assumem os seus erros e demonstram a sua vontade de corrigir o que ocorreu e procurar acertar da próxima vez.
Nós como consumidores sabemos que as empresas estão sujeitas a deslizes e, se não virar uma rotina, como no caso da Telefônica com o seu serviço de banda larga, os consumidores entenderão e, podem ter certeza, darão uma segunda oportunidade para as organizações.
Agora, agir com superioridade como se fosse um Deus do Olimpo que não comete erros é a pior estratégia que uma organização pode usar – com a intensificação das mídias digitais as empresas estão cada vez mais vulneráveis à opinião de seus consumidores, principalmente as negativas - adoramos uma noticiazinha ruim, não é mesmo?
E, vejam que não faltam exemplos de empresas arrogantes que não assumem os seus erros. No caso da Volkswagen e o decapitador de dedos do Fox, o presidente da empresa mencionou que a culpa era dos consumidores que não leram o manual do proprietário ou que não sabiam usar corretamente o produto. Os pneus assassinos do Ford Explorer onde a empresa mencionou que a culpa era da Firestone, fabricante dos pneus, como se pudéssemos escolher qual a marca dos itens seria usada na fabricação do automóvel. Ou o esconde-esconde feito pela Toyota que não mencionou os problemas existentes no pedal de freio e aceleração de seus modelos, escondeu tanto que quando descobriram ficou uma imagem muito, mas muito negativa para as empresas, levando ao recall de milhares de unidades em todo o mundo, depois, é claro, que o estrago já esta feito. Bom são tantos exemplos que ficaríamos até amanhã os mencionando.
Portanto, talvez a saída não seja a ousadia da Domino´s de mostrar para todos a qualidade de seus produtos. Imaginem como ficou a situação daqueles consumidores que realmente gostam do produto, mas sim admitir, quando necessário as sua limitações. Saiba que os seus consumidores realmente gostam de sua organização, torcem pela sua empresa, pois, cada produto comprado é um sinal que de que concordam com a sua organização e que você esta no caminho certo.
Dessa forma, quando errar assuma a posição de que sua empresa é um organismo vivo, sujeito e erros e acertos... permita que os consumidores ofereçam uma segunda chance de acertar. Deixe que eles saibam dos erros por fontes seguras (a sua empresa) e não pela boca dos outros. Admita os seus erros e não tente escondê-los, afinal, errar é humano.

segunda-feira, 29 de março de 2010

O Efeito Devassa...


Uma das estratégias de marketing que vem chamando a atenção da opinião pública, e de meus alunos, é claro, foi o lançamento da cerveja Devassa da Schincariol. Logo de inicio podemos afirmar, sem qualquer dúvida, que foi uma ação muito bem planejada e acredito que trará bons retornos à cervejaria. Como o nosso assunto é marketing, vamos analisar os principais elementos contidos nesta campanha.
As primeiras propagandas iniciavam com pequenos filmes sendo apresentadas em forma homeopática, gerando a curiosidade em relação a qual produto que esta campanha se dirigia; chamava a atenção e o interesse dos telespectadores. Uma trilha sonora fácil de guardar, afinal todos nós, em algum momento de nossa vida, já havíamos escutado aquela musiquinha relacionada a sensualidade, ou outras coisas mais, dependendo da experiência de cada um.
A empresa aguardou o momento exato para o seu lançamento: o carnaval. Época em que as pessoas consomem muito mais cerveja do que o habitual e, por ser um momento de festa e alegria, estão abertas a experimentar novos produtos. Assim sua propaganda foi veiculada inteira, apresentando quem era a loura que todo mundo queria espiar: Paris Hilton. Uma boa escolha, pois a socialite norte-americana é símbolo de sensualidade. Ainda falando em termos de sua campanha publicitária, o filme foi de uma excelente qualidade, diferentemente de outras campanhas que presenciamos na mídia.
Segundo a imprensa especializada, houve uma estratégia de guerra para esse lançamento. Existiu um sigilo absoluto dentro da empresa, com poucas pessoas envolvidas no projeto e todos tiveram que assinar termos de confidencialidade, para evitar que informações vazassem e a sua arquirival Ambev frustrasse os seus planos, como aconteceu no lançamento da cerveja Sol da Femsa, no qual a Ambev lançou a Porto Del Sol e frustrou os planos da concorrente.Os caminhões de entrega com o logotipo da nova cerveja estampada ficaram escondidos em um depósito no interior de São Paulo. O comercial mencionado foi gravado em Los Angeles. Os rótulos, confeccionados em gráficas no exterior, foram colocados nas garrafas apenas no depósito.
E, o mais importante, houve uma atenção especial com os demais componentes de mix de marketing (Produto, preço, praça e promoção). Houve uma preocupação com a qualidade do produto, que é realmente muito bom. No mercado de cerveja, estar presente em um número maior de pontos de vendas é condição fundamental para o sucesso. Assim o processo de distribuição não foi descuidado e, a promoção foi eficaz. Além da já mencionada propaganda, o merchandising no ponto de venda foi bem trabalhado. Em alguns restaurantes os garçons estavam vestidos com camisetas da Devassa, sem contar as já famosas geladeiras de cerveja.
O resultado destas estratégias surtiram o efeito desejado: o efeito Devassa. Foi um burburinho enorme. Em todas as rodas de conversa e de cerveja, o assunto era a Devassa. Ainda mais depois da proibição da propaganda pelo CONAR. Aí o efeito viral foi mais intenso.
Mas, em minha opinião, houve uma falha em não aproveitar uma oportunidade única. Após a proibição da propaganda, a Schincariol colocou um filme remendado, contendo uma faixa preta de censura em partes sensuais em sua logomarca. Poderiam ter ousado mais. Causaria mais impacto se fizessem outro comercial com a Paris Hilton, talvez com ela vestida de forma mais sisuda, usando fortes óculos de grau, com o cabelo preso e com roupas mais comportadas. Digo isso porque todas as empresas esperam uma proibição como essa (lembram da propaganda da Havaianas que a avó conversa sobre sexo com a sua netinha? Não foi proibida e, mesmo assim, a empresa tirou do ar. Será que não torciam por essa proibição?), porque gera muita conversa, o Marketing Viral. Agora, quando aparece a oportunidade, as empresas deixam escapar.
Mas, enfim, não podemos deixar de afirmar que foi uma ótima campanha de marketing.
Bom pensamento mercadológico para vocês!!!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

A Lógica do Consumo


Ola meus amigos, tudo bem? Estou um pouco sumido, não é mesmo? É a ressaca do doutorado e a correria da volta às aulas... Falando em aulas, em vários momentos falamos a respeito do comportamento do consumidor, como esta cada vez mais dificíl entender o que os consumidores realmente pensam (ou acham que pensam).

Nestas nossas discussões para entender os consumidores sempre citou um livro que li no ano passado e que recomendo: A LÓGICA DO CONSUMO, Martin Lindstrom (Nova Fronteira).

Na obra o autor descreve o maior levantamente de Neuromarketing (sim, existe esta estratégia) já realizado no mundo. Mas o mais interessante são os casos mencionados como o já famoso Merchandising televisivo (Product Placement, para nós marketólogos), mensagens subliminares (este assunto rende boas discussões), os caso da Coca x Pepsi, as propagandas no cinema, e tantos outros exemplos que valem a pena ler e conhecer, afinal de contas, quanto mais conhecermos os consumidores, maiores serão as nossas chances de satisfazer as suas necessidades e desejos, não é mesmo.


Abraço a todos...


S.I.


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