segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A Coca-Cola larga o famoso "modelinho vermelho"


A Coca-Cola abandonou o seu famoso e inigualável modelo vermelho em suas latas... mas calma, será por uma causa nobre.
O objetivo da ação de marketing que irá trocar temporariamente as embalagens vermelhas por brancas tem como objetivo apoiar a proteção de ursos polares (presentes em suas propagandas de final de ano). Esta ação é fruto de sua estratégia de responsabilidade social corporativa, como faz no Brasil recolhendo embalagens recicladas.
A mudança ocorrerá nos Estados Unidos e Canadá entre novembro deste ano e fevereiro do ano que vem. Todas as latas terão um código estampado que permitirá ai consumidor fazer uma doação de 1 dólar para a ONG WWF.
Eu acho muito boa a iniciativa e espero que a Coca-Cola ganhe muito dinheiro com a ação (tanto em termos de venda como de fortalecimento de marca), sabe por que? O sucesso da estratégia força os concorrentes a ações do mesmo nível, afinal de contas ninguém vai querer perder a oportunidade, e deixar a Coca-Cola sozinha, não é mesmo? E, com mais empresas auxiliando a estas causas, quem sabe poderemos, algum dia, reduzir as desigualdades sociais e ter um mundo ecologicamente mais adequado para as gerações futuras. Boa iniciativa!!!

sábado, 29 de outubro de 2011

A Marca das Marcas

Vale a pena conferir os vencedores do Top of Mind 2011.

Adoçante - Zero Cal
Agência De Viagem - Cvc
Aparelho Celular - Nokia
Aparelho De Barbear - Gillette
Aparelho De Tv - Philips
Aparelho De Tv - Semp Toshiba
Aspirador De Pó - Arno
Banco - Banco Do Brasil
Biscoito - Nestlé
Biscoito - Trackinas (Kraft)
Poupança - Cef
Carro - Vw
Cartão De Crédito - Visa
Cerveja - Skol
Chocolate - Nestlé
Combustível - Petrobras
Desodorante - Rexona
Fogão - Dako
Fogão - Brastemp
Fralda Descartável - Pampers
Geladeira - Consul
Lavadora De Roupa - Brastemp
Leite - Ninho
Loja De Móveis E Eletrodomésticos - Casas Bahia
Maionese - Hellmanns
Margarina - Qualy (Sadia)
Notebook - Lg
Notebook - Samsung
Operadoras De Celular - Vivo
Operadora De Internet Banda Larga - Net
Operadora De Internet Banda Larga - Oi
Pasta De Dente - Colgate
Pilha - Rayovac
Plano De Saúde - Unimed
Pneu - Pirelli
Protetor Solar - Sundown
Refrigerante - Coca-Cola
Sabão Em Pó - Omo
Sabonete - Lux
Seguro - Bradesco Seguros
Shampoo - Seda
Sorvete - Kibon
Supermercado - Carrefour
Supermercado - Extra
Tinta - Suvinil
Tintura De Cabelo - Koleston
Top Do Top - Omo
Top Do Top - Coca-Cola
Top Performance - Pampers
Top Feminino - Pampers
Top Masculino - Pirelli
Top Meio Ambiente - Ypê
Top Meio Ambiente - Natura
Fonte: Meio e Mensagem

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Comerciais Inesquecíveis da Apple

Para que uma marca se torne um ícone não basta apenas ter o melhor produto (é fundamental mas não o suficiente) e um porta voz visionário. É necessário um conjunto de estratégias que consigam transmitir o verdadeiro valor da marca. É fruto de um trabalho conjunto em sinergia com todas as estratégias de marketing da empresa.Em épocas de economia digital é saber usar todos os pontos de contato com o consumidor para transmitir os seus diferenciais. É pensar no consumidor e... pensar diferente.
A Apple consegue isso. Mas é interessante destacar que as suas propagandas mais célebres (veja os comerciais), ao menos aquelas que tornaram-se cases de marketing, usaram os meios off-line de contato com o consumidor, mais precisamente um dos veículos mais importantes para os norte-americanos, o intervalo da final do Super Bowl.
Eu particularmente gosto das propagandas "1984" e "Think Different". E você?

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Desmistificando, ou tentando desmistificar, o consumo da baixa renda


Foi veiculada na revista Exame uma matéria interessante, em termos de marketing e de comportamento do consumidor. Trata da dificuldade que algumas empresas enfrentam para atender aos consumidores das classes C e D, e aproveitar esta oportunidade de mercado. Mostra como falta um pensamento voltado para os consumidores (ter pensamento em marketing), e uma visão de mercado por parte de muitas empresas tupiniquins.
O pensamento, segundo a reportagem, que impera na mente das empresas é que os consumidores das classes C e D estão mais interessados no preço em sua decisão de compra do que a qualidade. Segundo pesquisa realizada com 210 empresas, e 1.0000 consumidores das classes C e D, existe falta de sinergia entre as partes. Para as empresas, os consumidores estão mais interessados em preço (44% dos executivos ouvidos), o preço é mais importante que a qualidade na decisão de compra (26%), qualidade é mais importante do que preço (18%) e qualidade é o que mais atrai os consumidores (12%). Já para os consumidores, a qualidade é mais importante que o preço (44%), qualidade é o que os atraem no momento da compra (26%), o preço é mais importante que a qualidade (17%) e estão mais interessados em preço (13%). Uma pequena inversão de valores, não é mesmo?
Bom, desconsiderando os possíveis erros que possam existir nas pesquisas, pois as pessoas podem ser influenciadas pelo pesquisador e tentar passar uma impressão que talvez não sejam as delas, podemos tirar algumas lições importantes em termos de marketing.
Percebemos uma falta de visão de mercado, leia-se, marketing. Já faz algum tempo que a imprensa especializada, ao menos aquelas que tratam de marketing, vem observando que a história de “bom é barato” não é uma verdade universal. Há poucas semanas (ou postagens), escrevi a respeito das marcas próprias, e como consumidores em países que passam por restrição de consumo, devido à crise que assola a Europa e os Estados Unidos, estão optando por produtos de marca, ou seja, com preços elevados e qualidade superior, como uma forma de pequenas indulgências, pequenos "mimos" que se dão ao direito de consumir (já propagado por Faith Popcorn há anos, mais precisamente, há uns vinte anos no mínimo). Assim, restrição financeira não significa, necessariamente, a busca por produtos de baixa qualidade. Quando existe restrição financeira, escolhemos com base na qualidade para valorizar o dinheiro, e para não perdê-lo com um produto que não apresente a funcionalidade que esperamos.
Por mais que os consumidores não tenham recursos para adquirir produtos de qualidade, ao menos em algum momento, ou quando surgir uma oportunidade (que é o que esta acontecendo com as possibilidades de maiores rendimentos das classes C e D) eles optarão por estes produtos. Todo mundo deseja, principalmente as classes mais baixas que fazem questão de primar pelo bem estar de sua família, comprar produtos de qualidade.
Já pregava, também há tempos, Prahalad com o seu livro – A Riqueza da Base da Pirâmide, que para conquistar os consumidores de baixa renda a estratégia não é preço baixo, mas sim oferecer condições para adquirir os produtos. Em seu livro até cita a Casas Bahia, onde seus preços não são os mais baixos do mercado, mas as suas “prestações a perder de vista” possibilitam acesso aos produtos de ... qualidade.
Faz parte da natureza humana subir, em termos hierárquicos, o seu padrão de consumo e uso de produtos. É comum começarmos com produtos de uma escala mais baixa em termos técnicos e, assim que dominamos o seu uso, passamos para um grau superior. Começamos com um computador simples e, depois que os dominamos, passamos para um de complexidade maior. Isso se dá com telefones celulares, livros, enfim, com vários produtos de consumo. Portanto, por que com as classes C e D, em termos de produtos e de qualidade, não seria diferente? Começam com os produtos mais simples (por restrição de consumo ou até mesmo para conhecer) e na primeira oportunidade, migram para produtos melhores. É da natureza humana a busca pelo melhor.
Os consumidores não gostam de demonstrar a classe social a qual pertencem. Sempre procuramos nos apresentar como de uma classe social superior – a não ser que você já pertença a uma elite, não é mesmo? Essa busca por status é refletido no consumo. Lembram-se da mudança de bandeira do supermercado Barateiro para Compre Bem? Ela foi feita devido ao fato que os consumidores não gostavam de ser classificados como consumidores que compram em um lugar que é “barato”. Esse é o consumidor...
Enfim, poderíamos enumerar vários outros motivos para a dificuldade das empresas em entender as classes C e D. Mas, o que realmente falta é um pensamento voltado para o marketing, e procurar, a todo o momento, colocar-se no lugar de seus consumidores e não apenas copiar estratégias bem sucedidas de outros mercados. Vale a dica para os futuros profissionais da área.
Bom pensamento mercadológico para vocês...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Desmistificando o Marketing de Guerrilha


Muito é falado à respeito das estratégias de Marketing de Guerrilha, ainda mais com a intensificação das mídias digitais. Mas, cabe ressaltar que estas estratégias, cada vez mais usual no mercado, não necessariamente são relacionadas às mídias digitais, que servem apenas para intensificar a comunicação, atingindo grupos específicos de consumidores com uma rapidez maior. Marketing de Guerrilha nada mais é do que estratégias mercadológicas de baixo custo e alto impacto. É o uso da criatividade, com foco em um segmento de mercado bem delimitado, para gerar uma maior notoriedade para um produto, marca, evento ou ideia.
Temos dois exemplos de mercado veiculado na imprensa, que ajudam a elucidar essa estratégia. Primeiro temos a ótica Diniz, que possuí um foco na região nordeste. Com baixos investimentos em marketing, mas com criatividade e foco em seu público alvo, consegue trazer um grande impacto para a sua marca e gerar uma maior notoriedade. De uma forma espartana, se comparado com as grandes marcas, inaugura as suas lojas (que crescem de forma exponencial) oferecendo cerveja, refrigerante e uísque nacional. Um trio elétrico faz parte do som ambiente e são doadas 1.000 armações em cada uma de suas lojas inauguradas.
Note que é uma estratégia que requer um baixo investimento, mas que gera um tremendo barulho em suas inaugurações. Com toda certeza, é um evento comentado (principalmente pelo público de baixa renda - seu foco) antes, durante e muito tempo depois. Se optassem por mídias tradicionais, o investimento seria maior, não teria o mesmo burburinho e os consumidores não viveriam a experiência proporcionada pelo evento.
Outra estratégia, muito bem formulada, foi na Copa Libertadores da América deste ano. Como o patrocínio dos times brasileiros é alto para a rede, eles resolveram investir no time Argentino Juniors na partida que enfrentaram o Fluminense. Conseguiram assim, estampar a sua marca em horário nobre nos grandes centros. Novamente uma ação de baixo custo, com alto impacto e direcionado ao seu segmento de mercado (jogos das equipes do Rio de janeiro são frequentemente transmitidos para o norte e nordeste do Brasil).
A Renner usou do mesmo preceito para o lançamento de sua marca Blue Steel. Contrataram uma agência de marketing para identificar jovens formadores de opinião, para que promovessem festas bancadas pela empresa. Nas festas, divulgadas pelo facebook, tanto os formadores de opinião como os integrantes da banda, usam produtos da marca.
Portanto, a relação de Marketing de Guerrilha com as mídias sociais não esta em termos conceituais, mas sim na ferramenta de comunicação. Marketing de Guerrilha são estratégias de baixo custo e alto impacto e, as mídias digitais são usadas para intensificar a comunicação destas estratégias.
Bom Marketing de Guerrilha para vocês...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Desmistificando o PDV

Realmente vivemos em um período de profundas transformações. Já ouvi falar em várias “revoluções” pelas quais passamos, em meu caso em particular em relação às empresas nas quais pesquiso há um bocado de tempo (e olha que não sou tão velho assim...). Já ouvi profecias de que vários setores estavam com os seus dias contados. Mas, simplesmente houve uma adaptação darwiniana e, os sobreviventes estão muito mais fortes do que nunca.
Ainda falando de revolução, para mim a mais importante foi a Revolução Industrial que, esta sim, modificou a economia e foi responsável pelo momento que vivemos hoje. E, sabem de uma coisa, estamos vivendo uma nova revolução nos mesmos moldes daquela do início do século passado. Talvez, por sermos os atores dessa revolução, não conseguimos identificar a sua importância, mas pode ter certeza que seremos invejados pelas gerações futuras por termos feito parte deste momento.
Para quem gosta de observar, tanto as pessoas como as empresas, não existe momento melhor do que esse. A cada dia percebemos novas estratégias de marketing usadas para que as empresas consigam se adaptar as novas mudanças. Com a intensificação dos relacionamentos digitais é natural pensar que as lógicas físicas estejam com os dias contados, não é mesmo? Quase... as empresas agora estão se reinventando para tornar o PDV muito mais interessante do que o mundo digital.
Algumas empresas estão usando várias estratégias muito interessantes. Estão usando histórias para criar uma experiência inesquecível para os clientes e para envolvê-los no processo – uma loja de chocolates ambientou suas lojas como se fosse uma fábrica de chocolates. A Asics desenhou sua loja com os designs de seus tênis, o uso de olfato para a criação de um clima que trabalhar com outros sentidos em uma estratégia de Marketing Multisensorial, enfim, acho melhor que leiam a matéria que é muito mais rica do que a minha descrição (para ler a matéria).
Enfim, são transformações espetaculares, basta apenas observar e aprender com elas...

domingo, 9 de outubro de 2011

O gigante não esta mais adormecido...

Eu iria escrever á respeito do marketing de guerrilha da Renner, sobre o uso de formadores de opinião e outras estratégias. Bem, enquanto pensava, encontrei esta propaganda (ver) e não resiti a tentação...
Sempre gostei das propagandas Johnnie Walker (o comercial do androide é muito, mas muito bom) e, essa com certeza, entrará para a minha lista de propagandas memoráveis.
É interessante destacar que foi a primeira vez que a empresa direciona uma campanha publicitária para um país - mencionando-o na campanha. É o sinal da importância de nosso mercado para os planos da empresa e, indiretamente, a crescente importância do Brasil na economia mundial.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

As Marcas mais Valiosas do Mundo - 2011

Foi anunciado pela Interbrand o ranking das empresas mais valiosas do mundo (ver lista) em 2011. Algumas posições não são surpresas para nós, como a liderança mantida pela Coca-Cola. Desde que esta ranking foi criado, a marca de refrigerante continua firme em sua liderança. Por que será?
A novidade é que a Apple entrou pela primeira vez no clube dos 10. No ano passado se encontrava na 17a. posição e hoje é a oitava. Bela ascensão da turma de Steve Jobs (espero que mantenha o mesmo desempenho com a sua saída do cotidiano da empresa). A Nokia, que ano passado estava no seleto grupo, agora não faz mais parte da elite (teve uma queda de 15% no valor de sua marca) - a empresa foi tema de uma das nossas postagens anteriores.
Outro fato interessante da lista considerando apenas as dez melhores colocações, é que com a inclusão da Apple e a saída da Nokia, a lista esta praticamente inalterada. Em 2010 a posição era a seguinte: 1) Coca-Cola; 2) IBM; 3) Microsoft; 4) Google; 5) GE; 6) Mc Donald´s; 7) Intel; 8) Apple; 9) Disney; 10) HP. É claro que os valores de mercado/marca destas empresas variaram, como um crescimento de 27% do Google e 58% da Apple mas não forma capazes de alterar a estrutura da lista... por enquanto. Se algumas empresas continuarem nesta crescente, acredito que no próximo ano poderemos ter surpresas...

Posição/Valor em bilhões (US$)/Variação em relação a 2010
1 - Coca-Cola/71,861/2%
2 - IBM/69,905/8%
3 - Microsoft/59,087/3%
4 - Google/55,317/27%
5 - GE/42,808/0%
6 - McDonald's/35,593/6%
7 - Intel/35,217/10%
8 - Apple/33,492/58%
9 - Disney/29,018/1%
10 - Hewlett-Packard/28,479/6%

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