quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Marketing Viral ou Buzzmarketing?


Está é uma pergunta corriqueira quando falamos à respeito de Marketing boca a boca. Qual a definição para esta importante ferramenta de Marketing que cada dia se torna usual no vocabulário dos marketólogos? Para explicara a diferença entre estes dois conceitos costumo, em minha aulas, fazer uma analogia.
Uma destas ferramentas é como se fosse paixão. É intensa mas, na maioria das vezes de vida curta. Todo mundo já se apaixonou. É aquele fogo intenso. Falamos da pessoa 24 horas por dia. Chegamos ao ponto de perder a fome e o sono. Porém, passado algumas semanas (ou dias para alguns), o sentimento some. Perguntamos a nós mesmos, por quem mesmo fomos apaixonados? Há foi exagero, nem me liguei tanto assim para a pessoa. Este é o Marketing Viral, intenso, mas de vida curta. Lembram-se dos vídeos virais de Suzan Boyle? Muitos dirão que não, mas na época que estourou como certeza não havia um ser humano na face da terra que não falasse dela... E, de repente sumiu tão rápido quanto ganhou as telas de muitos computadores do planeta.
Agora o Buzzmarketing é o amor. Começa devagar como quem não quer nada e vai se fortificando com tempo. É cada dia mais solidificado com ações mutuas. É baseado em respeito e, que me desculpe o dito popular baseado nos poemas de Vinicius de Moraes, no qual menciona que o amor eterno enquanto dure, mas eu discordo. O amor é eterno enquanto houver manutenção. Mas, deixando o romantismo de lado, e falando de Marketing, aquelas empresas que por meio de ações direcionadas aos consumidores, que conseguem em cada ponto de contato surpreendê-los, que possuem produtos de qualidade e estabelecem uma comunicação de mão dupla criarão os verdadeiros clientes evangelistas, aqueles que sairão pelo mercado propagando a sua marca e incentivando que outros compartilhem de sua ideia. Eles irão criar um burburinho positivo em torno da empresa, gerando o Buzz.
Outra forma de entender a diferença entre os dois conceitos é da seguinte forma: O Marketing Viral, como próprio nome diz, usa os mesmo preceitos de um vírus que escolhe indistintamente o seu hospedeiro, ou seja, a mensagem vai para todo mundo, independente de sua afinidade com o produto o empresa. Já o Buzzmarketing é desenvolver estratégias por meio de alvos programados, os grandes conectores de mercado para gerar um burburinho em torno de seu produto.
Bom, agora que já conhecemos a diferença entre estas duas estratégias, vamos viralizar as nossas idéias em relação ao Marketing para gerar um grande Buzz no mercado.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Vendas, Propaganda e Marketing... dá para conciliar?


Veja esta propaganda que fez um sucesso enorme nos Estados Unidos e foi adaptada para outros países com personagens “malvados” de suas respectivas localidades.


Singela, não é mesmo? Talvez emocionante... mas, apesar de seu apelo sentimental, das respectivas cópias e do sucesso que teve no ano de 1979, a mesma foi tirada do ar na primeira oportunidade. Sabe qual o motivo? Não gerava venda. A propaganda poderia trazer o apelo sentimental, mas não o retorno comercial esperado.
Este foi o argumento do Diretor de Marketing da época, o lendário Sérgio Zyman – o mesmo responsável pelo fracasso da New Coke. Gosto de seu argumento, pois, o objetivo principal de uma estratégia de Marketing é vender por meio da satisfação das necessidades e desejos dos consumidores.
Também acredito que a partir do momento que os profissionais de Marketing tenham o objetivo de vender e consigam mensurar de forma adequada o retorno de suas ações, talvez consigamos um espaço adequado e respeitado dentro das empresas.
Mas, lembre-se, concentrar esforço em vendas é diferente de uma filosofia em vendas. A filosofia das vendas prega que o objetivo principal de uma empresa é vender, independente da satisfação das necessidades e desejos dos consumidores. O que Zyman menciona é que as empresas devem sempre pensar nos consumidores e naquilo que eles estão interessados em  comprar. Criar produtos de qualidade, que resolvam aos seus problemas e que, com a satisfação destes consumidores, a empresa possa vender mais produtos para eles. Isso é Marketing.
Também, que de nada adianta propagandas memoráveis se as mesmas não se transformarem em vendas substanciais para as empresas... é para pensar!!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O novo lançamento da Pepsi e o Marketing Societal


Em vários momentos comentamos em relação aos alimentos funcionais, aqueles que além de resolver problemas pontuais dos consumidores (suas necessidades imediatas), ainda auxiliam no bom funcionamento do organismo. É o que Kotler já havia destacado como Marketing Societal na década de 1970, ou seja, são produtos que cuidam do bem estar dos consumidores em longo prazo.
Pensando assim, um dos setores em que existe um campo fértil em oportunidades, devido à intensa crítica da opinião pública (muito mais intensificada na economia digital) em relação aos seus malefícios é o de alimentação, no qual destacamos os refrigerantes.
Ciente desta preocupação e como uma forma de perpetuar os seus negócios, as empresas antenadas no mercado, aqueles que pensam realmente em marketing, se adaptam. Foi o que a Pepsi fez.
Com o objetivo de pensar no bem estar de seus consumidores em longo prazo, esta lançando no Japão uma versão de seu produto que evita o ganho de peso, pois, com a adição de fibras solúveis permite a absorção das gorduras absorvidas pelos alimentos – já pensou poder tomar a sua Coca-Cola, ops, é Pepsi, sem remorso!
Com lançamento previsto para o Japão acredito que  a Pepsi Special poderá ser um grande passo para o setor e, espero que possa contaminar os concorrentes a fazer o mesmo. Boa sacada da empresa.
E, como é natural, daqui a pouco a Coca-cola lançará sua versão - apesar de já ter o Enviga,  refrigerante que promete queimar as calorias.
São estratégias ousadas com o objetivo de proteger mercados que podem entrar em declínio devido a busca dos consumidores por produtos que façam bem a saúde e, a aplicação do Marketing Societal.

sábado, 10 de novembro de 2012

Penetração de Mercado


Hoje, li uma matéria de Marketing que mencionava a nova estratégia do Tic-Tac que aumentou suas embalagens para 100 unidades! Isso me lembrou que alguns alunos perguntam à respeito de um conceito muito usual na literatura de Marketing, Penetração de Mercado.
Apesar de ser uma ação comum, ainda existem algumas dúvidas. Esta estratégia mercadológica, ou se preferir de crescimento de mercado, ou Matriz Ansoff, nada mais é do que aumentar as suas vendas por meio do mesmo produto sendo comercializado no mesmo mercado, ou o aumento do consumo por parte de clientes atuais.
É o que esta fazendo o Tic-Tac que agora passa ( que maravilha!) a comercializar as suas irresistíveis balinhas em embalagens de 100 unidades. Mas, com a mesma comodidade das embalagens antigas - práticas para o uso e transporte, uma sacada muito boa.
Cabe destacar que dentre as estratégias de crescimento de mercado podemos usar a diversificação,  que ocorre quando uma empresa cria novos produtos para novos mercados, como quando e G&E deu um gigantesco passo ao passar a investir em economia verde, empresas que resolvem investir em novos setores como a biotecnologia, ou os grandes conglomerados industriais que possuem produtos dos mais distintos em seu portfólio como a própria G&E, Mitsubishi, Yamaha, entre outros que, ao perceber oportunidades de mercado em outros setores, cria Unidades Estratégicas de Negócio para aproveitá-las.
Desenvolvimento de mercado,  ocorre quando uma organização, como parte de seu esforço mercadológico usa o mesmo produto para atingir a novos mercados, sejam eles da concorrência, ampliação de mercado ou segmento. Esta estratégia é muito comum em processos de internacionalização de empresas, seja por estagnação do mercado atual ou oportunidades que surgem em outros territórios. Quando um produto começa a ficar saturado em um mercado, como exemplo produtos relacionados à moda que atinge primeiramente os adotantes iniciais para depois seguir para a massa, ou algumas modificações em embalagem para ocupar espaço em outras classes sociais, como fez a indústria do panetone, com as embalagens de celofane para as classes mais baixas e as de lata para as mais altas.
Também temos o desenvolvimento de produto que consiste em desenvolver novos produtos para o mesmo mercado, como uma forma de evolução dos tradicionais já comercializados pela empresa, como as várias opções do Veja - produtos de limpeza, novos modelos de automóvel e celulares, entre outros.
 Mas, voltando a penetração de mercado, notamos estas estratégias com promoções de preço, aumento da litragem na indústria de bebidas, brindes como os famosos bichinhos da Parmalat, concursos com o Show do Milhão do Silvio Santos em parceria com a Nestlé, entre outras formas de vender o mesmo produto ao mesmo mercado com o objetivo de aumentar o consumo dos clientes atuais ou angariar novos adotantes no mesmo segmento.
Enfim, são formas de uma empresa crescer no mercado. Quando pensamos no mercado brasileiro e seu grande potencial de crescimento, essa é uma boa estratégia mercadológica.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Viralize suas ideias, mas com planejamento.


Em épocas de redes sociais no qual todos estão “conectados” o queas empresas buscam é viralizar as suas idéias e suas mensagens de Marketing. É pensar em formas de manter sua marca ou produto como um dos temas mais comentados no Facebbok ou Twitter. Sua empresa já pensou sobre isso? Se não, ainda pensará. É algo natural. Mas, será que vale a pena?
Vale! Desde que exista uma estratégia de sustentação, ou seja, ser um dos assuntos mais comentados não pode ser o objetivo da empresa, e sim uma forma de comunicação sustentada pelas demais estratégias mercadológicas de uma empresa. Caso contrário...
Você lembra da cerveja Proibida? Eu não. Bom, para refrescar a sua memória, esta cerveja foi aquela apareceu no programa Pânico, por meio de duas modelos “tchecas” que apareciam mencionando que queriam conhecer o Carnaval e tomar caipirinha. O programa dedicou atenção especial as modelos que acabaram até por virar estrelas da revista Playboy. Após toda esta exposição soube-se que se tratava apenas de uma campanha inteligente de Marketing – mais precisamente de Marketing de Guerrilha – estratégias de baixo custo e alto impacto. Digo inteligente, pois conseguiram um espaço gratuito na mídia, geraram curiosidade em relação ao produto e um burburinho espontâneo (Marketing Viral) em relação à marca... mas, esqueceram da estrutura que deve sustentar toda estratégia mercadológica.
Como sempre destacamos em nossas aulas, quando um produto esta em sua fase de introdução no ciclo de vida do produto deve-se optar por uma estratégia de Relações Públicas para convencer futuros usuários. Trabalhar de forma segmentada com formadores de opinião para gerar interesse pelo produto. Se a empresa optar por uma estratégia de massa, pode ocorrer situações nas quais o produto pode faltar no ponto de venda, não tenha capacidade produtiva para atender ao mercado ou não tenha verba para sustentar uma campanha de massa em longo prazo.
Foi o que aconteceu com a cerveja Proibida. Não que houvesse investido na mídia de massa, mas a usou para divulgar a sua marca e não conseguiu sustentar estas ações. Segundo a revista Exame, após 18 meses a empresa tem algo como 0,5% do mercado. A CBPP (Companhia Brasileira de Cervejas Premium) fabricante da marca, tem dificuldades de produzir, distribuir e vender sua cerveja. Enquanto a cerveja estava sendo viralizada na internet, os consumidores não conseguiam encontrá-la no PDV– não pensaram de forma adequada da logística. E, não sustentaram as suas ações de comunicação. Acreditaram que as redes sociais poderiam fazer toda a comunicação sozinha... um engano.
Assim, se tornaram apenas uma Ideia vírus, aqueles assuntos que surgem com uma força surpreendente, mas duram apenas alguns momentos, depois, todo mundo esquece. Um bom exemplo de como as estratégias de Marketing não sobrevivem por si só, deve sempre existir uma sinergia entre todas as áreas departamentais para sustentar suas ações.
Viralize suas idéias, mas com planejamento. Bom pensamento mercadológico para vocês!!!  

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Uma questão de posicionamento


Em vários momentos já falei a respeito de posicionamento, mas, a medida que estes assuntos são abordados em sala de aula, acredito ser interessante, em algumas circunstancias, revisita-los. E no caso de posicionamento, vale a pena uma volta.
Quando pensamos em termos de posicionamento, estamos nos referindo ao espaço que uma marca ocupa na mente dos consumidores. E o que ocorre quando ouvimos um determinado atributo e os ligamos, de forma espontânea, a uma determinada marca. Este conceito foi criado por Jack Trout e Al Ries em um artigo publicado na revista Harvard na década de 1970. Apesar da longa data, ainda e bastante contemporâneo. Prova de qua as boas ideas não tem prazo de validade.
Para que uma empresa consiga ocupar este espaço, haja vista a dificuldade existente em virtude da enxurrada de estímulos de marketing que presenciamos todo dia, é necessário uma adequada segmentação de mercado para delimitar o seu publico alvo, e um processo sistematizado para entender o comportamento de seus consumidores. Feito isso, poderá, com base naquilo que o consumidor percebe por valor, estabelecer o seu posicionamento.
Um dos casos que demonstram bem esta concepção é o das pilhas Duracell, aquelas que... duram mais. Esta tão claro seu posicionamento  que esta em seu nome, não apenas em português, mas também no inglês desde a sua concepção (durable + cell). E note que este posicionamento direciona toda as suas estratégias mercadológicas. Suas propagandas são conhecidas pelo seu coelhinho, no qual dura mais que os seus rivais, lembra do coelhinho tocando tambor? Seus produtos são reconhecidos como aqueles de vanguarda em termos de atributos relacionados a... Durabilidade. Note que todas as suas ações estão direcionadas a este atributo. E o mais importante, não adianta tentar copiar, ja esta na mente dos consumidores. Quando isso ocorre, ou seja, uma boa estratégia de posicionamento, não ha quem tire da mente das pessoas. Mesmo que os rivais tentem copiar, não adianta.
E, para finalizar, de quem e o coelhinho citado?  Da Duracell ou da Energizer? Das duas. Nos Estados Unidos a detentora dos direitos de usa-lo é a Enerngizer, mas na Europa é a Duracell.
Enfim, é tudo uma questão de posicionamento.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

domingo, 30 de setembro de 2012

Uma das melhores

Na minha opinião uma das melhores propagandas. Obra de quem?


terça-feira, 18 de setembro de 2012

A Classe C e o Consumo


Em um mercado em continua transformação como o brasileiro são várias oportunidades que aparecem a cada dia. Mas, para aproveitar estas oportunidades cabe aos gestores a habilidade de ler o mercado de uma forma mais efetiva que os seus concorrentes e, naturalmente,  tratar de forma diferenciada cada mercado em que atua. É saber que o mercado é composto por pessoas com diferentes gostos e preferências.
Uma destas oportunidades que podemos perceber em mercado brasileiro é a emergente classe C. Para muitas empresas este grande contingente de consumidores  - são 40 milhões de pessoas que saíram da linha da pobreza e se tornaram consumidores no período de 2003 e 2011 – já é uma realidade e, muitas delas, souberam aproveitar e fidelizar estes consumidores. Mas, para muitas, este mercado é uma grande “caixa-preta”.
Muitas empresas acreditam que para esta grande massa de consumidores qualquer coisa que oferecer estará bom. Acham que a saída é vender produtos de qualidade duvidosa, afinal estes consumidores nunca tiveram estes produtos, assim qualquer um serve. Ou então achar que desejam apenas preço. Esta não é a saída.
Para trabalhar de forma adequada esta contingente de consumidores as empresas devem realizar uma cirúrgica segmentação de mercado. Dividir o mercado apenas em bases demográficas, como por exemplo, por sexo, classe social e idade, não é o suficiente. É necessária, também, uma segmentação psicográfica (a forma que o consumidor pensa) e comportamental (como este consumidor se relaciona com as ofertas do produto). Ou se preferir, leia o clássico A RIQUEZA NA BASE DA PIRÂMIDE .
Para exemplificar melhor esta situação recorro a uma pesquisa realizada pela Gouvêa e Souza publicada no site da revista Exame. Esta pesquisa informa que estes consumidores possuem um padrão de compra denominada de “mais por menos”. São consumidores mais criteriosos no momento de gastar e em suas escolhas. Isso quer dizer que não é apenas preço que estes consumidores procuram, mas sim um conjunto de benefícios como variedade, qualidade, marca e... preço. Não adianta oferecer apenas produtos de marca própria com preço inferior, pois pode ser até que eles comprem, mas, na primeira oportunidade, migrarão para as marcas tradicionais.
Estes novos consumidores estão mais conectados, dê uma olhada no metrô para ver o que estou falando,  e assim dispostos a compartilhar suas opiniões, favoráveis ou não, em relação a um produto ou serviço. Os comentários em relação a um produto não é exclusividade das classes mais altas. Todo mundo tem algo a falar sobre um produto ou serviço, e com as facilidades que a tecnologia proporciona a tendência é um aumento do boca a boca digital (o marketing viral). É um engano achar que a classe C, por ser mais humilde, terá vergonha de expressar suas opiniões nas redes sociais. Não menospreze esta tendência.
E por último, seja objetivo ao se comunicar com estes consumidores. Mensagens que não são diretas e objetivas podem não atingir de forma adequada estes segmento de mercado. Mas lembre-se, ser direto e objetivo não quer dizer ser menos criativo.  A criatividade nunca perderá o seu espaço para falar com o mercado.
Portanto, aproveite estas oportunidades, conheça os novos consumidores, faça uma segmentação cirúrgica em seu mercado.  

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Quem disse que mala direta não funciona?


O uso da mala direta, um das ferramentas de marketing direto , esta com os dias contados. Se antes a simples compra de um cadastro de clientes significava um baixo investimento  com um alto retorno, acabou por se tornar uma forma invasiva de entrar em contato com os clientes. Chegamos a um ponto em que nem chegamos a abri-las, vão diretamente para a lata de lixo. Mas, qual o motivo de chegarmos a esta saturação? Simples, pelo fato de ser fácil. Quando algo é fácil, todo mundo faz e, sem uma oferta diferenciada, a ação perde a eficácia. Lembro-me de uma época que pesquisadores informavam que para um cliente ser forçado pela curiosidade a abrir uma mala direta, a mesmas deveria ser um pouco “gordinha” ou recheada. Não é que uma grande instituição financeira começou a mandar mala direta cheia de fitilho! Isso mesmo, tudo para chamar a atenção dos consumidores.
Mas, isso não significa o fim desta importante ferramenta de marketing direto. Note como esta estratégia esta passando por modificações. Esta se adaptando aos novos anseios e desejos dos consumidores e se modernizando. Hoje se chama e-mail marketing.
Note as mudanças. Com o começo da internet, todo mundo mandava e-mail marketing para os clientes (como ocorreu com a mala direta), os famosos spans. Agora que os consumidores estão amadurecendo o seu relacionamento com os meios digitais a mala direta digital, volta aos seus dias de glória. Como? Pensando estrategicamente.
Segundo matéria publicada pelo site Mundo do Marketing, o e-mail marketing representa 30% das vendas da web. Sim, 30%!!! Estes números devem-se ao formato de relacionamento com os clientes via web, ou seja, o famoso marketing de permissão. É mencionado o caso do site ViajaNet onde 30% de suas vendas são realizadas por meio do e-mail marketing. A empresa consegue estes números simplesmente segmentando suas mensagens. Os consumidores cadastrados (olhe o marketing de permissão) recebem ofertas de viagens de acordo com seu padrão de consumo, ou seja, de acordo com o destino que pesquisam ou compram suas passagens.
Isso quer dizer que antes de declararmos o fim de uma estratégia mercadológica precisamos primeiros entender os motivos de sua saturação. Não é porque uma estratégia não é eficaz para uma empresa que não poderá ser para a sua. Até a mala direta física ainda tem sua utilidade, ainda existem muitos mercados e produtos que ela é bastante eficaz. Basta apenas trabalhar de forma adequada. Segmente seu mercado, mande correspondências personalizadas (não apenas o envelope, mas também o conteúdo), saiba o que seus clientes precisam e, respeite a sua privacidade.

  

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Não esqueça do PDV!


Vivemos um momento interessante em termos mercadológicos. A  infinidade de mudanças em termos de comportamento do consumidor com o uso das tecnologias digitais estão deixando os gestores um pouco confusos. A moda agora é investir no ambiente virtual. Certo, ou melhor, certíssimo, mas não deixe de lado os outros itens de seu mix de marketing. De nada adianta ser um dos assuntos mais comentados nas redes sociais se o seu produto não for bom.
Isso se aplica também ao seu PDV (ponto de venda). Lembre-se que os consumidores usam os meios digitais para buscar informações a respeito de seu produto, o “Momento Zero da Verdade” (baixe o livro, é muito bom http://v1.google-zmot.appspot.com/google-zmot-pt.pdf), mas as compras, em muitas situações, ainda são realizadas no ambiente físico.
Assim, aproveite este momento em que o cliente se dirige a sua loja e transforme-o em uma experiência inesquecível. Faça igual a Apple que dividiu o ambiente de suas lojas por soluções, pois é desta forma que os consumidores procuram seus produtos para resolver os seus problemas. Ou então como a livraria Cultura que criou um ambiente no qual você pode sentar, folhear o livro, tomar um café...comprar um livro é apenas uma conseqüência da experiência, ou do evento, criado em torno de seu negócio principal. Valorize os sentidos em sua loja como o olfato (aromas que tenham sinergia com o seu produto); audição  - um experimento realizado em um supermercado norte-americano , descreve que o simples fato de tocar música clássica levou a um aumento na venda de vinho; tato - ajude o consumidor a manusear ou tocar o produto – veja as embalagens de brinquedo que possuem um orifício para tocar no produto, as crianças adoram por poder fazer um test drive antes de pedir o brinquedo aos pais; componentes visuais principalmente para a localização; organização da loja de uma forma que facilite a locomoção das pessoas para achar o produto que deseja; entre outras estratégias – leia os livros do Paco Underhill, é um ótimo guia para trabalhar o PDV.  
Assim, como os consumidores decidem boa parte de suas compras no PDV, cuide bem deste importante item do Marketing mix e, principalmente, lembre-se que foi sua empresa que convidou os consumidores. Se você não houvesse chamado eles não iriam. Portanto, trate seus clientes da forma que tratamos os nossos convidados!!!

domingo, 26 de agosto de 2012

Sinergia nas estratégias de Marketing


Muito boa a estratégia de marketing dos biscoitos Trakinas. Aproveitando-se do licenciamento do filme A Era do Gelo 4, criou uma versão ... gelada de seu produto e, também, limitada. Uma sinergia adequada. O produto remete a história do filme, esta ligada as crianças que são o seu público alvo e, é uma edição limitada que inconscientemente leva as pessoas a correr para comprar antes que termine.
Muitos acham lógica esta sinergia, mas não é bem assim que funciona. Basta existir uma  moda em torno de uma personalidade ou evento e, todos querem vincular sua marca. Mas, nem sempre existe a sinergia adequada. Não são em todas as situações que os consumidores conseguem entender o vínculo. Veja quantas marcas patrocinam os eventos de MMA. São tantas marcas que é difícil se destacar nesta multidão e, quando se destacam, as vezes pensamos: o que esta marca esta fazendo ai?
Assim, a palavra é sinergia. Cuidado com o famoso “eu também” – o concorrente faz uma ação e você diz, “eu também tenho que fazer”. Controle o seu impulso, respire fundo e lembre-se da Trakinas, Avon com o apoio ao combate ao câncer de mama, Gatorade com os esportes, entre outros.      

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A complexidade da compra

Entender o comportamento do consumidor no momento da compra não é tão fácil como parece. Entrar, literalmente dentro da cabeça dos consumidores é um processo complexo mas, por incrível que possa parecer, são as próprias empresas que estão deixando mais complicado a decisão de compra com esta enxurrada de produtos que são colocados a nossa disposição.
E, para entender este processo vários teóricos comportamentais estão concentrando a suas pesquisa para desmistificar o ato da compra. Dentre estes pesquisadores encontrei uma palestra de Sheena Iyenga que tenta entender como a quantidade de ofertas para o consumidor acaba por dificultar a sua escolha.
Nesta palestra elenca 04 pilares para resolver este dilema: Cortar (menos opções pode significar mais chances de compra), Concretizar (tornar a oferta real), Categorizar (mais categorias facilitam a escolha ) e Condições para a complexidade (aumentar gradativamente a complexidade de suas ofertas). É uma palestra que vale a pena assistir, Confira!!


Para versão legendada, acesse: http://www.ted.com/talks/sheena_iyengar_choosing_what_to_choose.html

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Como identificar e entender as necessidades e desejos dos consumidores?


Como é de conhecimento da maioria (ou esperamos que seja a maioria), o marketing pode ser considerado como a área de conhecimento que tem por objetivo estudar o mercado para identificar as necessidades e desejos de seus consumidores para que possam satisfazê-las por meio de um produto ou serviço. Apesar de sua simplicidade em termos de conceito, a tarefa do marketólogo é um pouco mais complexa.
Esta complexidade por ser resumida em uma simples questão: como entender e identificar as necessidades e desejos dos consumidores? Uma das formas (não a única, certo?) de resolver esta questão é por meio da pesquisa. Em matéria publicada na revista Exame (ver matéria) explora as formas pelas quais as empresas estão utilizando os avanços e termos da tecnologia da informação para conhecer os hábitos e costumes de seus consumidores e, assim, identificar mais rápido que os concorrentes suas necessidades e desejos. Vamos a um breve resumo de cada um dos casos mencionados e os conceitos relacionados. Antes de mais nada devemos destacar que esta modalidade de pesquisa faz parte do SIM - Sistema de Informação de Marketing, que nada mais é do que um catalisador de informações internas e externas que servem para subsidiar as decisões organizacionais:
A rede de supermercados Target possuí um departamento composto por estatísticos para cruzar e analisar as informações de seu banco de dados. O objetivo é entender o que os consumidores compram e, o mais importante, o que irá comprar - desta forma pode canalizar as suas ações de marketing com maior eficiência.  Por exemplo, com este cruzamento de dados a empresa sabe distinguir entre as suas consumidoras quais estão grávidas. Como conseguem isso? Simples, pelos utensílios presentes em seu carrinho de supermercado.  Quando as mulheres começam a adquirir produtos como algodão, sabonete sem cheiro e vitaminas á base de zinco e magnésio é sinal de gravidez. Outro conceito interessante que podemos notar neste exemplo é o da segmentação de mercado. Temos uma segmentação demográfica (idade e estágio no ciclo de vida), comportamental (relacionamento com o produto) e psicográfica (estilo de vida).
A Starbucks possuí um aplicativo para celular para que os consumidores possam registrar as suas compras. A cada quinze registros vale uma bebida grátis. Como esta simples ação que incentiva as pessoas a fornecer informações de forma espontânea (um dos preceitos fundamentais do Marketing de Permissão - se quiser saber mais sobre o assunto informe) a empresa consegue identificar quais os produtos favoritos de seus clientes bem como o período de compra. Desta forma consegue entender melhor que os seus concorrentes os hábitos e costumes de seu mercado e, desta forma, criar estratégias mais direcionadas.
Estes são exemplos (um simples e outro mais complexo) de como as empresas podem (e devem) pensar em maneiras inteligentes para entender os seus consumidores. Boa espionagem para você!!

domingo, 8 de julho de 2012

O Marketing Viral dos Fones da marca Dr. Dre


O fato de algumas empresas conseguirem se destacar no mercado, manter um crescimento acima de seus concorrentes e criar novos mercados em ambientes saturados, não é novidade para ninguém. Todos nos conhecemos alguma empresa que conseguiram este intento. O nosso desafio é aprender com estas empresas e tentar replicar o modelo de sucesso. Pensando desta forma, vou descrever o caso da marca de fones Beats by Dr. Dre publicado na revista Exame, vincular o caso com os conceitos de marketing, mais precisamente o marketing viral,  para entendermos este modelo de inovação.
Primeiramente eles romperam com os padrões da indústria de fones de ouvido – um dos pontos fundamentais para gerar um boca a boca espontâneo, o nosso marketing viral. Enquanto os concorrentes possuíam modelos discretos, afinal é apenas um acessório, eles contrataram um ex-diretor de design da Apple e o resultado foi um fone grande, colorido e espalhafatoso. Isso foi fundamental para gerar um burburinho em torno do produto (um dos preceitos do marketing viral), pois, a medida que as pessoas viam o produto na rua, queriam saber do que se tratava, ainda mais se o produto fosse visto em celebridades como descreveremos à seguir.
Uma equipe de engenheiros gastou 15 meses para produzir um aparelho que pudesse reproduzir com perfeição as musicas. Este é um ponto fundamental. Um produto para fazer sucesso tem que ter qualidade superior. Se a qualidade for mediana, dificilmente teremos um boca a boca favorável.
Como sabemos apenas a criação de um produto que pode ser visualizado a distância pelo seu formato, não é suficiente para garantir o seu sucesso e o boca a boca espontâneo. Assim, começaram com uma estratégia bem direcionada de segmentação de mercado. Suas estratégias foram direcionadas a jovens de 15 a 30 anos, ligado a musica, com poder de compra para poder adquirir fones capazes de produzir a pureza das músicas produzidas no estúdio. Olhe que interessante, eles não segmentaram o mercado apenas por demografia, mas por fatores psicográficos (estilo de vida) e comportamental. Foram precisos para entender melhor o comportamento de seus consumidores – uma ótima lição de marketing viral - foco.
E por final, deve-se tirar o chapéu para a sua estratégia de comunicação, viral, é claro. Usaram a famosa mídia espontânea para a divulgação de seus produtos – o uso de grandes conectores. Os fundadores da empresa o rapper e produtor musical Dr. Dree e o seu sócio Jimmy Iovine aproveitaram a amizade com as estrelas do showbiz como Lady Gaga e Justin Bieber e os convenceu a experimentar o produto.  Devido a sua qualidade superior, os astros se apaixonaram e, em várias situações, eram flagrados usando os fones. O que aconteceu? Funcionou como um atestado de qualidade e multiplicou a imagem da empresa como um vírus, tornando-se acessório obrigatório em celebridades como  Nicole Kidman, Kate Holmes e até Neymar.
A última grande sacada  foi na final do Super Bowl deste ano. Enquanto grandes anunciantes chegam a pagar 3,5 milhões de dólares para anúncios de trinta segundos, os fones da marca Dr. Dree foram vistos por 110 milhões de pessoas gratuitamente. No intervalo, durante o show da Madona, a dupla de rappers LMFAO exibiu fones coberto de diamantes da marca Dr. Dre. Bela sacada.
Foi um modelo muito bom para ser replicado. Assim, ouse, seja criativo e viralize suas idéias...


terça-feira, 3 de julho de 2012

Marketing de Guerrilha

Para aqueles que gostam de surpreender os consumidores em uma estratégia de comunicação, segue uma ação realizada pela Super Bonder de Marketing de Guerrilha - estratégias de baixo custo e alto impacto.


Notem que foram criativos (souberam trabalhar a curiosidade das pessoas e aquela mania de tentar retirar uma moeda colada no chão - quando crianças não fazíamos isso?),  souberam usar as mídias sociais para a proliferação de sua mensagem (note que as mídias digitais foram usadas apenas para multiplicar a ideia ), souberam demonstrar de forma simples os maiores atributos de seu produto (como a ação que fizeram há alguns anos atrás no Big Brother) e, gastaram muito pouco para a realização. 
Esta ação é antiga, mas como uso como exemplo em algumas de minhas aulas, vale a pena conferir.

Outra ação que menciono é esta da Asics... possuí os mesmos componentes da anterior...



Alguns podem chamar estas ações de marketing viral, mas, primeiramente temos uma ação de marketing de guerrilha e, após o comentário espontâneo de quem presenciou (seja pelos meios tradicionais ou digitais), acaba por se tornar marketing viral.



sexta-feira, 22 de junho de 2012

O Novo e o Velho Marketing

No livro Sundae de Almôndega, o autor Seth Godin faz uma explanação muito interessante em relação as mudanças pelas quais a área de marketing passa. Sua abordagem é interessante para que possamos pensar nos caminhos percorridos pelo marketing e, para tentar entender qual o caminho seguirá....

(Baseado no livro Sundae de Amôndega - Seth Godin)

domingo, 17 de junho de 2012

O valor das marcas

Todo ano o Interbrand faz um ranking das marcas mais valiosas do mundo. Em uma de minhas aulas realizei um levantamento  histórico deste ranking, considerando as 10 mais valiosas, à partir de sua primeira edição para entender, não apenas a evolução em termos de valor das marcas, mas também para verificar as transformações do mercado - como as empresas de tecnologia estão ganhando espaço na economia. Também como algumas marcas continuam, apesar de todas as transformações, manter a sua hegemonia. 

   

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Viralize suas ideias...

Para quem gosta de discutir ideias de mercado e, naturalmente de marketing, nada como ouvir um especialista. Seth Godin fala sobre marketing viral, inovação, vaca roxa, mídia, comportamento do consumidor... bom, acho melhor assistir o vídeo.


terça-feira, 5 de junho de 2012

Sugestão de Leitura

Olá meus amigos, tudo bem? Estou um pouco sumido devido às demandas de final de semestre.


Apesar da correria, a leitura continua em dia. Há umas duas semanas terminei de ler Cérebro Consumista do Dr. A. K. Pradeep. Para quem gostou da Lógica do Consumo do Lindstrom – este livro apresenta uma nova visão do neuromarketing que nós, marketólogos ou não, precisamos estar atentos a esta nova (ou não tão nova assim) forma de estudar o comportamento do consumidor e tentar entender um pouco mais à respeito do funcionamento do "Cérebro Consumista". Desconsiderando a forma que Praddep tenta “vender” a sua consultoria, o livro traz insights interessantes à respeito do estudo do comportamento do consumidor. Vale a pena ler!!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

É natural...mas preocupante - brasileiros se preocupam menos com sustentabilidade.


É natural, pois estamos tratando de uma evolução (ou transformação) natural em termos de  consumo brasileiro. Segundo a Pesquisa Nacional do Consciente 2012 (ver matéria ), 37% da população nacional não leva e conta o consumo sustentável - em 2007 este percentual era de 26%.

É natural pois com o aumento do consumo das classes mais baixas da população, o objetivo é apenas adquirir produtos que anteriormente não tinham acesso ou condições financeiras para compra. A preocupação se é um produto sustentável ou não, virá em um segundo estágio em seu processo de compra, ou seja, após ter acesso aqueles produtos que tanto sonhou, talvez (notem... TALVEZ, pois se não existir um investimento intenso por parte dos formadores de opinião, isso pode não acontecer)  no momento da troca sua preocupação mude.  

É preocupante pois temo uma grande faixa de consumidores entrando no mercado, se tornando formadores de opinião para determinadas classes de produtos que não e preocupam em termos de sustentabilidade. Se não foram conscientizados nesse momento, pode ser tarde demais. É para pesar...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A Coca-Cola surpreendendo mais uma vez...


Não é a primeira vez que digo que uma das empresas que melhor entenderam as novas formas digitais de comunicação foi a Coca-Cola. É um exemplo  ser estudado, por ser  um ótimo caso de como uma empresa consegue , melhor que as concorrentes, acompanhar todas as mudanças, intensas diga-se de passagem, em relação ao comportamento do consumidor.Ainda mais quando pensamos em seu público alvo, os jovens, que estão sempre com novidades...
Se quiser entender estas mudanças, siga a Coca-Cola.


sábado, 14 de abril de 2012

O Mundo (mercadológico) é das Mulheres?


Sim... sem dúvida alguma. Mas, como sempre menciono em minhas aulas, algumas empresas ainda teimam em não aceitar esta condição. Acreditam que grande parte da decisão de compra ainda é do homem e direcionam todas as suas estratégias de marketing para este público – um grande engano. Teimam e assim, estão perdendo ótimas oportunidades de negócio.
O mais interessante neste caso é que sempre que faço estas colocações, com dados de mercado, o assunto gera muita discussão – é comum não aceitarem que algumas estratégias simplesmente negligenciam as mulheres e seu importante papel em termos de consumo, ou seja, que a estratégia é para o homem e não para as mulheres. Isso ocorre devido ao fato de ser  normal quando pensamos em termos de marketing focar nosso ponto de vista apenas em nossas percepções, ou seja, em nossa experiência de consumo (neste ponto que gera a discussão. Não é pelo fato de que uma empresa consegue enxergar a mulher como importante consumidora, que todas são da mesma opinião. Existe muita defasagem nas abordagens, ainda mais quando pensamos em mercados mais distantes dos grandes centros). Para que um profissional de marketing tenha sucesso, deve desenvolver a habilidade de se desprender de suas crenças e opiniões e, literalmente, “entrar na cabeça” de outras pessoas. Pensar como elas e analisar o mercado sob esta ótica. Este é o grande desafio. Como é difícil esta tarefa, o tema sempre gera várias discussões, salutares, é claro.
Na última edição da revista Exame (18/04/2012) apresenta uma entrevista com Michael Silverstein, líder da área de consumo da consultoria BCG que trata exatamente deste tema, a importância nas mulheres no mercado de consumo e a miopia que algumas empresas possuem ao tratar do tema.
A matéria menciona um estudo conduzido pela consultoria com 21.000 mulheres destacando que elas influenciam 70% dos gastos de consumo feito nos Estados Unidos, que vão desde itens para casa, quando a família vai tirar férias, redecorar a casa ou trocar de carro. No Brasil não é muito diferente, ao menos nos grandes centros. Digo ao menos nos grandes centros pois, como o país ainda passa por um processo de desenvolvimento em termos de consumo, em várias cidades ou nas grandes periferias, a decisão de compra ainda é do homem.O entrevistado é enfático em explicar que em países em desenvolvimento como a China e Índia as mulheres ainda estão dando os primeiros passos (leia-se, os homens que ainda decidem quase tudo). Já o Brasil, estamos em uma posição intermediária – as mulheres estão cada vez mais decidindo as compras, mas, em algumas regiões e setores, ainda prevalece a decisão do homem.
Outra constatação da entrevista que sempre mencionamos em sala de aula é que algumas empresas ainda não se deram conta do fenômeno as negligenciam em seus planos de marketing. Tome como exemplo os postos de gasolina (é impossível para uma mulher usar o banheiro), algumas revistas de negócio (são pouquíssimas propagandas para as mulheres) ou as companhias de cerveja (não existe propaganda para elas, quando existe, são tratadas de forma vulgar, simplesmente trocando atores masculinos por femininos sem uma mudança em seu roteiro).
Também é mencionado quais são os setores nos quais as mulheres não gostam de lidar porque o foco é no público masculino. Para os norte-americanos a ordem é a seguinte: serviços financeiros, bens de consumo duráveis e seguros. No Brasil a ordem é: carros, bancos e seguradoras. Ou seja, são áreas essencialmente pensadas para os homens. É a idéia de que o homem ainda é o grande provedor do lar.
Por final a entrevista aborda a diferença em termos dos gêneros de consumo, mas precisamente no relacionamento com os consumidores e o famoso marketing viral. Uma cliente satisfeita conta a dez amigas sua experiência. Já, uma descontente chega a falar com 100 pessoas!! É para pensar, ou seja, é para tratar melhor as mulheres no momento de compra e consumo.
Assim, vamos pensar um pouco mais nas mulheres e aproveitar as oportunidades de mercado.Bom pensamento mercadológico para vocês!!!

domingo, 1 de abril de 2012

Um pouco da história do Marketing

Para quem tem intresse na hisória do Marketing, segue o endereço do meu artigo publicdo na revista da Fatece:

http://www.fatece.edu.br/revista/empreendedorismo/edicoes_conteudo.asp 

sexta-feira, 30 de março de 2012

Uma interessante ação da Coca-Cola

Sempre que pensamos em uma ação para o fortalecimento de marca, devemos ter em mente um alinhamento mercadológico. Não adianta uma estratégia  inusitada que irá gerar muito buzz  nas redes sociais, mas que não demonstre os valores da marca. A Coca-Cola, com o seu posicionamento de "Abra a Felicidade" conseguiu transformar este conceito em uma adequada ação de marketing.


Este vídeo é uma contribuição da Amanda Vilela, minha aluna da UAM.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Como a Danone Conquistou o Nordeste


Matéria da revista Exame (07/03/2012) mostra, didaticamente, o que é uma empresa atenta as oportunidades de mercado e, naturalmente, uma empresa que pensa em termos de marketing e conseguindo aproveitar as oportunidades do mercado. Com uma estratégia mercadológica bem delimitada e focada no consumidor a DANONE assumiu a liderança em vendas de iogurtes no nordeste.
É de conhecimento de todos que com o crescimento da economia várias oportunidades estão surgindo em território tupiniquim. Temos a ascensão da classe C e a criação de vários polos de consumo com poder de compra e ávidos por novos produtos. Uma região melhor expressa esta situação é o nordeste.
Com um mercado onde existe uma intensa concorrência como o sul do país, é natural redirecionar as estratégias para outras regiões consumidoras, mas, nem todas conseguem. É necessários adaptações conceituais e o entendimento de que os gostos e preferências dos consumidores mudam de região para região.
Ciente destas características da região, segundo a reportagem as classes C e D representam 64% das vendas na região contra 36% da média nacional, a empresa, com uma adequada leitura de mercado realizou importantes adaptações em seus produtos e na forma de abordagem com este mercado.
Como o poder de compra da região aumentou, mas ainda é restrito, a empresa ofereceu sete itens de seu portfólio ao valor de R$ 0,99, como embalagens unitárias de Danoninho,  saches do iogurte líquido Danito e embalagens com peso reduzido do Activia. É a compreensão, por meio de uma leitura adequada de mercado e do estudo do comportamento do consumidor que, as pessoas da baixa renda querem (e buscam) produtos de qualidade e de marcas consagradas, apenas, em algumas situações, não tem poder de compra para adquiri-los.Quando uma empresa permite esta aquisição, os consumidores respondem adequadamente. Isso quer dizer que os consumidores sempre buscarão os produtos de marca (por status, pela qualidade, ou simplesmente por acreditar que merecem esta recompensa). Se não  as compram é porque não possuem condições financeiras para isso, mas, na primeira oportunidade, o que a DANONE proporcionou, eles respondem com compras substanciais.  
Sua estratégia também levou a retirada de alguns produtos da região como a sua marca de iogurte "Paulista" pois os consumidores não se identificavam com o nome. Algo natural, pois remete, inconscientemente, aos moradores da capital de São Paulo e, o bairrismo, ou o orgulho de pertencer a uma determinada região, prevalecem no momento da escolha do produtos - mais uma aula de estudo do comportamento do consumidor.
Também criou uma campanha de marketing especifica para a região coma  contratação de artistas regionais poucos conhecidos no sul e sudeste e, para estar mais perto deste mercado e reduzir os custos de logística (o que ajuda na redução de preço) reabriram a sua fábrica no nordeste.
Um bom exemplo que como as empresas devem agir para aproveitar as oportunidades que surgem a cada dia. Foco no mercado, um bom entendimento do comportamento do consumidor e agilidade (e coragem) para colocar estratégias em prática, ou seja, uma boa lição de MARKETING.

terça-feira, 13 de março de 2012

Nem sempre as frases com duplo sentido funcionam...


Em épocas de consumidor vigilante e ciente de seus direitos,  e por outro lado organizações cada vez mais preocupadas com a sua imagem, algumas organizações ainda conseguem cometer certos deslizes. Na intenção de chamar atenção com frases de duplo sentido, acabam por cometer algumas gafes.

 A nova embalagem do azeite Gallo traz, em seus anúncio para a mídia os seguintes dizeres:"O nosso azeite é rico. O vidro escuro é o segurança. Tudo bem que a intenção da empresa é dizer que os seguranças sempre trajam roupas pretas, mas não foi desta forma que o público entendeu a sua mensagem, mas sim com conotações racistas. Resultado... o Conar orientou para que a peça fosse alterada e, naturalmente, causou um certo constrangimento para a empresa. Vale a lição.

sexta-feira, 9 de março de 2012

(Novos?) canais de comunicação


Em um mundo cada vez mais congestionado de informação, com consumidores mais reticentes em relação ás promessas feitas pelas empresas, pensar em formas diferenciadas de comunicação é um desafio para os gestores mercadológicos. Um dos desafios é fazer com que os consumidores venham até a sua organização para obter informações, ou simplesmente para se divertir. É fugir do estereótipo natural no meio empresarial  onde a empresa vai até o consumidor e implora a sua atenção.
Seth Godin em seu livro Sundae de Almôndegas menciona o caso da empresa Blendtec, marca de liquidificador usada em lanchonetes e restaurantes que pensou em formas inovadoras (inusitadas) para demonstrar os diferenciais de sua marca. " O pessoal da Blendtec se aproveitou da infinidade de canais de comunicação ao criar uma série de vídeos curtos intitulada "Will it Blend?" (Será que vai triturar?). Cada vídeo apresenta Tom Dickinson, CEO da empresa, vestido com um jaleco branco de laboratório. Embalado por uma música muito cafona dos anos 1950, Tom coloca no liquidificador bolas de golfe, latas de Coca-Cola, um cabo de ancinho e cartões de crédito".
Segundo Godin esta estratégia teve um custo extremamente baixo, mas proporcionou um bom retorno para a empresa. A Blendtec conseguiu visualizar canais diferenciados de comunicação para demonstrar os atributos do produto e, aproveitou-se das mídias digitais para criar um viral em relação ao seu produto e, faz com que os consumidores fossem até a sua empresa... se divertir um pouco.



domingo, 19 de fevereiro de 2012

Será que estamos realmente preparados...?


A busca por produtos politicamente corretos traz alguns contornos interessantes. De um lado temos a pressão da sociedade por produtos sustentáveis. Do outro , as empresas tentando desenvolver estratégias para satisfazer esta demanda. Mas, será que, tanto as empresas como os consumidores, estão realmente preparados? É algo para refletir.
A última edição da revista Exame mostra o desafio da Pepsi para manter uma linha de produtos politicamente corretos. Desde 2008 a empresa tem como diretrizes estratégicas  reduzir a dependência dos Junk Foods, produtos como os refrigerantes e as batatas fritas, o seu carro chefe. Para isso passou a comercializar água de coco, salgadinhos com cereais integrais e até pasta de berinjela. Também fez uma substancial redução em sua verba de marketing, algo em torno de 50% no período de 2005/2010. Como resultado perdeu a segunda colocação no mercado norte-americano para a Diet Coke.
Para reverter a situação em 2011 aumentou em 30% em sua verba de marketing e, para 2012 estima-se um incremento de 50%. O marco da reviravolta foi o retorno de suas campanhas no intervalo do Super Bowl deste ano, com um investimento de 5 milhões de dólares.
O que notamos no caso da Pepsi é uma certa falta de leitura do mercado. Por mais que a demanda por produtos politicamente corretos seja uma realidade, nem sempre as empresas conseguem transformar estas necessidades em um produto adequado. Um produto sustentável não precisa ser ruim de usar. Deve ser fácil e proporcionar uma experiência única. Também, fica claro que não se abandona fortes geradores de caixa por apostas.
Alguns produtos podem ilustrar esta falta de sinergia entre as empresas e o mercado, ou talvez para demonstrar como ambos os lados, talvez, ainda não estejam preparados.
A Pepsi em 2010 deixou, depois de muitos anos, de anunciar na final do Super Bowl para investir na campanha Refresh Project que distribuiu 20 milhões de dólares para projetos sociais. Apesar beneficiar 1,7 milhões de pessoas, não ajudou a manter a vice liderança no mercado norte-americano. A ação não ajudou ao fortalecimento da marca ou, talvez os consumidores não associaram a estratégia a empresa.
Também criou uma embalagem 100% biodegradável para os salgadinhos integrais SunChips. O produto virou motivo de piada, pois vídeos na internet mostravam que o som que emitia era 10 vezes superior aos tradicionais, equivalente a um cortador de grama doméstico. Ficou no mercado por apenas 18 meses. Culpa de quem? Da empresa que projetou o produto sem prever os possíveis problemas apenas para aproveitar uma oportunidade de mercado, ou dos consumidores que exageraram em suas expectativas e não entenderam a proposta da empresa?
Veja também o caso da Coca-Cola com a água Crystal. Com o louvável objetivo de desenvolver um produto politicamente correto criou uma embalagem que facilita a reciclagem. Só tem um problema, a dificuldade de manuseio, pois fica muito frágil para carregar. Será que realmente fizeram uma pesquisa de mercado? Testaram o produto antes de colocar no mercado?  
Ou então a polêmica decisão de abolir as sacolas plásticas dos supermercados. Faltou  conscientizar os consumidores e oferecer alternativas viáveis para a sua substituição. Culpa de quem? Dos consumidores que não estão preparados, ou das empresas que não pensaram com antecedência nos desdobramentos de sua decisão?
O que percebemos é que ambos os lados ainda não estão preparados. Não quero dizer que estas ações não devam ser colocadas em prática. Devem (estamos até muito atrasados), mas uma visão de marketing, um foco no consumidor e uma adequada leitura do mercado, ajudará, em muito, esta nova visão de mercado. Se as empresas começarem a ouvir um pouco mais os consumidores, tendo ideia que um produto politicamente correto não precisa ser chato, conseguiremos responder a pergunta inicial de forma enfática: SIM, estamos preparados!!!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Profissão Perigo

Uma boa ideia esta ação da Gillette para o seu Mach 3. É um pouco ousada, pois nem todos lembram do lendário MacGyver (que fez parte da infância de muitos meninos de minha época), o agente secreto do seriado Profissão Perigo que conseguia transformar um chiclete da Ping-Pong, aquele que vinha com as figurinhas da Copa do Mundo de 1982 (agora fui longe...) em uma arma letal.
Como em Profissão Perigo, a Gillette precisa tomar cuidado para que os consumidores não façam associações entre um produto de qualidade como o Mach 3, com produtos de quebra-galho para o seu dia a dia. Caso os consumidores façam esta associação, será preciso chamar o nosso amigo MacGyver para ajudá-los.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Ação da Tissot - Experimente o seu relógio.

Achei muito interessante esta ação da Tissot usando a tecnologia de realidade aumentada. É um exemplo de como a tecnologia permite novos relacionamentos com os consumidores. Permite uma experiência única - poder experimentar o relógio virtualmente para saber se combina com você, é uma experiência, no mínimo inusitada. Ajuda no fortalecimento da marca, devido ao fato de transmitir uma imagem de modernidade, tecnologia e vanguarda. Proporciona um ótimo viral para a empresa. Não tenho dúvida de este é o futuro que nos espera, a tecnologia permitindo, cada vez mais, uma experiência inesquecível em seu relacionamento com as empresas.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O futuro das compras?

O ganhador do Grand Prix de mídia em Cannes foi uma ação do supermercado Tesco na Coréia do Sul. Foram colocados painéis com a figura de vários produtos. Por meio de smartphones os consumidores compram os produtos e os recebem em casa. Será este o futuro das compras?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Como tratar os mitos...


Em épocas de alta conexão dos consumidores, os mitos surgem a todo momento. São aqueles verdadeiros (que deixam de ser apenas mitos) e as lendas urbanas (como animais encontrados dentro das garrafas de refrigerante, que o arrecadado no Mc Dia Feliz não é repassado para as instituições, entre outros). Estes últimos podem tomar grandes proporções caso a organização não se posicione.
Neste posicionamento existem aquelas empresas que "não se posicionam". Deixam que as notícias percam a sua força natural. Apenas correm o risco do boato demorar demais para desaparecer, ou se tornar sinônimo do produto. CCE, Kaiser, Fiat 147.
Outras procuram "o confronto". Deletam comentários negativos em suas redes sociais (é desagradável, pois as pessoas acabam sabendo), tentam desacreditar aqueles que o criaram (pior ainda, pois acabam por colocar mais lenha na fogueira) ou, simplesmente abrem um processo contra os seus criadores.
Por último temos aquelas que aproveitam a oportunidade. Sabem do poder das redes sociais e tornam o boato/mito em algo que pode servir até como forma de educar o consumidor. Foi o que fez a Ruffles.
De tanto receber críticas nas redes sociais relacionadas a quantidade de ar que vem armazenado em suas embalagens de batata frita (um mito/boato de que a quantidade de batatas seria menor que a informada e que estariam enganando o consumidor - deve ser boato da concorrência) postou em sua página no Facebook um infográfico explicando, de forma didática (parece os infográficos da revista Superinteressante) e sem criticar ninguém, os motivos da quantidade de ar (uma espécie de airbag para as suas batatinhas). E, ainda aproveitou a oportunidade para contar um pouco da história da empresa e do produto.
Uma boa lições de como tratar os boatos que surgem nas redes sociais.


  

sábado, 14 de janeiro de 2012

10 idéias de negócios para 2012

Vale a pena conferir:

Top 10 - Ideias de negócios e oportunidades para 2012

http://www.springwise.com/springwise/top-10-business-ideas-opportunities-2012/





terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Desmistificando as 12 tendências para 2012


Um excelente 2012 para todos!!!!

Ano novo, vida nova...Após as festas, vamos começar a pensar em marketing, não é mesmo? Para aquecer, que tal dar uma olhada nas tendências para este ano?

O site Trendwatching  publicou, baseado em uma pesquisa realizada com 160 mil profissionais de negócios em mais de 180 países as 12 tendências para o ano de 2012,  vamos a elas:

1. Red Carpet. Os chineses (e para alguns, os consumidores de países em desenvolvimento, inclusive o Brasil) são os novos imperadores do consumo. De olho neste contingente de consumidores "endinheirados" empresas estão, literalmente, estendendo o "tapete vermelho" para eles. O Hotel Hilton oferece, entre outros serviços personalizados, check-in em mandarim. Lojas em Miami já estão com equipes de vendas exclusivamente treinadas para atender aos brasileiros.

2. Diy Health. A crescente preocupação com a saúde esta conduzindo ao aumento do número de pessoas interessados em monitorá-la. Segundo o site, já existem 9.000 aplicativos na App Stores para ajudar nesta tarefa. Vão desde ao diagnostico da malária, teste de audição e monitoramento da pressão. Poderíamos dizer que é uma evolução do Dr. Google, aquela pesquisa básica que todo paciente faz antes de visitar o seu médico. Agora, além da pesquisa, temos o monitoramento.

3. Dealer-Chic. É a busca por melhores ofertas em termos financeiros. Aquela famosa pechincha, que antes poderia ser algo a esconder, até mesmo meio "cafona", esta se tornando, principalmente na Europa e nos Estados Unidos devido a crise financeira, um modo de vida a ser valorizado. Se antes os consumidores escondiam o preço que havia pago em um produto em liquidação, hoje fazem questão de mostrar e comentar com os outros.

4. Eco-Cycology. Os consumidores buscarão, cada vez mais, empresas que se preocupam com a reciclagem. Mas não será somente em seu processo fabril, mas também no seu  descarte após o uso. Não basta apenas se preocupar com a parte interna da empresa e educar os consumidores para o uso consciente dos recursos naturais. É preciso cuidar dos "rastros" que seus produtos deixam pelo caminho. A Nike, atenta a esta tendência e preocupada com a sua imagem corporativa, já recolheu (e reciclou) mais de 25 milhões de pares de sapato.

5. Cash-Less. É a tendência do fim do dinheiro físico. Com as novas tecnologias e com os novos formatos de relacionamento entre as empresa e os seus consumidores, como o comércio digital e o PayPal, os valores monetários estão se tornando cada vez mais virtuais. Também temos os celulares que funcionam como formas de pagamentos em máquinas de vending machine o que reduz a utilização do dinheiro físico.

6. Bottom of the Urbain Pyramid (Boup). Com a crescente urbanização e a ascensão da baixa renda, as empresas deverão começar a pensar em formas eficientes para atendê-los, como adaptar  produtos para pessoas com dificuldade de leitura, preços adequados ao seu bolso, e uma maior simplicidade de uso.

7. Idle Sourcing. É a procura por produtos simples, que possam ser usados sem esforço, que tragam uma ótima experiência de consumo, que facilite a vida dos usuários. São oportunidades para as empresas desenvolver produtos que tragam agilidade nas transações comerciais. Os meios digitais, como os sites de compra, foram um grande avanço, mas ainda existe muito a ser trabalhado.  

8. Flawsome. Os consumidores estão procurando marcas mais humanas, que admitam as suas falhas e saibam lidar com elas. É o que deveria ter feito a Toyota quando identificou os problemas em seus automóveis. Ao invés disso, resolveu escondê-los o maior tempo possível. Este pequeno deslize causou um belo prejuízo para a marca.

9. Screen Culture. São os espaços urbanos sendo tomados por telas, cada vez mais, interativas. É a oportunidade que se abre para as empresa de, em todos os pontos de contato com os consumidores, procurar formas de interatividade.

10. Recommerce. É a tendência das pessoas em trocar produtos usados por descontos na compra de um novo produto ou revender aquilo que já não querem mais.

11. Emerging Maturialism. É a tendência dos consumidores preferirem marcas que vão além dos limites convencionais em suas propagandas e promoções. São ações ousadas e que causem um grande impacto como as antigas propagandas da Benetton.

12. Point & Know. Demonstra a busca, por parte dos consumidores, em recompensas visuais instantâneas. Com as tecnologias cada vez mais disponíveis às empresas, é uma forma de, em tempo real, possibilitar informações instantaneamente via celular ou outros dispositivos móveis, de informações sobre os seus produtos e inúmeras possibilidades de interação. 

Fonte: 

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