domingo, 28 de abril de 2013

O caçador e a Coletora


Entender o comportamento do consumidor é uma das atribuições das mais importantes para um profissional de Marketing. Pode até parecer frase feita, pois, com toda razão, muitos podem argumentar que pensar em termos de preço, promoção, ou a distribuição com o desenvolvimento dos meios virtuais, são os mais importantes. É claro que muito dependerá do ponto de vista de cada um, mas, se não entendermos os consumidores, todas as demais estratégias podem não ter o efeito desejado. Sendo assim, ainda defendo a sua importância para o estudo mercadológico.
O comportamento do consumidor, além da importância já citada, requer um trabalho intenso por parte do marketólogo, o que, naturalmente eu não teria espaço neste post para explicá-lo detalhadamente. Portanto, irei me ater a um fator muito determinante na hora de pensar em Marketing: porque os homens são diferentes das mulheres na hora da compra?
Os homens são diferentes das mulheres não apenas pelos produtos que compram, mas também como compram.
As mulheres são mais metódicas. Gostam de pesquisar, ver todas as opções disponíveis (veja quantas caixas de sapato um vendedor trás quando atende uma mulher), troca informações com as amigas (em muitas vezes compram juntas) e vendedores, enfim, é um processo de compra mais demorado, sistematizado e complexo.
Já os homens são mais diretos e precisos. Escolhem aquilo que desejam e vão direto como um tubarão quando sente a presença de sua presa. Não querem ninguém conversando com eles e, quanto menos conversa existir, melhor.
Mas porque existem tantas diferenças assim? Talvez a teoria da evolução possa nos explicar.
Estudos mais detalhados do comportamento do consumidor, tendo como subsidio outras áreas de conhecimento como a antropologia e biologia, mencionam que estas diferenças estão gravadas em nosso DNA desde os primórdios. É graças a estas diferenças que conseguimos chegar até hoje e, naturalmente, por nos beneficiar, ainda mantemos estas características em uso, por mais que não  esteja em nosso consciente. Como os teóricos afirmam que nossa decisão de compra é quase que 80% tomada no subconsciente, dá para imaginar a força destes instintos.
Na época, se assim podemos dizer das cavernas, os homens saiam para caçar enquanto as mulheres ficavam em casa (ou na caverna). Isso naturalmente ocorria devido as diferenças em termos físicos entre homens e mulheres.
Em seu processo de caça os homens tinham que ser certeiros. Ficavam a espreita de sua caça em silêncio, pois qualquer ruído poderia espantá-la. Quando a avistavam não podiam errar. Tinham que escolher de forma rápida e direta qual a mais adequada para o sustento de sua família e... partir para o ataque. Em muitas situações só teriam uma chance e não poderiam desperdiçá-la.
Já as mulheres além da cuidar da casa eram as coletoras. Saíam com suas amigas para colher frutos para a alimentação da casa. Neste processo iam em grupo, conversando sobre amenidades. Quando se deparavam com uma árvore com frutos tinham que ter paciência e escolher aqueles melhores. Era um processo meticuloso de escolha, troca de informação com as amigas e análise das alternativas.
Os homens eram caçadores que não podiam perder a sua presa. As mulheres eram coletoras que tinham que escolher adequadamente os frutos.
Notaram alguma similaridade com as diferenças na hora da compra? O processo de compra não se assemelha as caçadas antigas, afinal estamos comprando produtos para garantir a nossa sobrevivência?
Portanto, facilite a vida do caçador. Deixe que ele domine a situação e escolha a sua presa sem atrapalhá-lo no processo.
Ajude a coletora a escolher melhor entre todas as alternativas. Mostre opções e, quando ela quiser conversar, escute-a.
Notaram como é complexo entender o comportamento do consumidor? Entenderam porque as mulheres gostam de conversar sobre o dia que tiveram e os homens, em algumas situações não tem paciência para ouvir os detalhes e querem saber, logo, o final da história?  As teorias da evolução explicam...

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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Nova propaganda da Del Valle


Finalmente a Coca-Cola se rendeu a força da marca Del Valle. Após um bom tempo fora da mídia (acho que desde que foi adquirida) e tendo que dividir a sua embalagem com outras marcas do portfólio de sucos da empresa o que enfraquecia sua imagem (o objetivo era que se tornasse a marca guarda-chuva de Kapo e Sucos Mais), agora a marca esta com a importância que merece. A nova propaganda da empresa trás um ótimo posicionamento ligado a aspectos emocionais e ao cotidiano entre mães e filhos e, com certeza, muitos se irão se identificar com a situação. Não chega a ser sentimental ao extremo, esta na dose certa. Boa volta para a marca.


sábado, 20 de abril de 2013

Entrevista ao Mundo Corporativo

Faz um tempo desde que esta entrevista foi ao ar, mas acho que ainda é muito atual. E o Heródoto Barbeiro é sensacional!!!


mundocorporativo 081025

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Propaganda do Classe A


Já esta gerando polêmica o novo comercial do Mercedes Benz Classe A no qual tem como trilha sonora o Hit “Lek-lek”. Bom, se o objetivo da agência era gerar comentários em todas as redes de contato, sejam pessoais ou digitais, eles conseguiram. Todos estão falando a respeito da peça publicitária, muitos contra e outros a favor. Parece uma disputa bem equilibrada no qual, o ponto principal é que as pessoas não estão acreditando como a empresa resolveu usar esta música.
É uma questão de posicionamento. O espaço que a marca ocupa na mente dos consumidores em mercado brasileiro não condiz com o estilo da propaganda.
Bom, se o objetivo era gerar um viral para a marca, conseguiram. Agora se vai reverter em vendas isso é outra história. Muitos irão indagar que nem todas as propagandas têm como objetivo gerar vendas (isso eu sei)!, mas, em um mercado como o automobilístico no qual as empresas brigam palmo a palmo, ou carro a carro, por percentuais de mercado, criar uma campanha apenas para gerar um burburinho... é para se pensar.
Talvez a ideia da empresa foi copiar os famosos (e chatos) pôneis malditos que, para muitos, foi responsável pelo aumento das vendas da montadora. Apenas esquecem de dizer que a Nissan fez investimentos em varias outras estratégias de Marketing para conseguir aumentar sua participação de mercado e não apenas em seu pôneis.
Enfim, é apenas uma propaganda.  Vamos dar um pouco de risada e comentar com os nossos amigos.        


domingo, 7 de abril de 2013

Um mercado em evolução?


Muitas vezes me perguntam como satisfazer as necessidades e desejos dos consumidores para assim conseguir ter uma empresa orientada para o Marketing. Em algumas situações não tenho tempo de explicar as bases de um processo mercadológico (como eu gostaria de explicar), portanto apenas respondo: Faça o básico. Cumpra o que prometeu.
Vejo o ar de frustração com a resposta, afinal a pergunta foi feita a um profissional de Marketing e queriam uma receita mágica ou o “pulo do gato”. Mas, em mercados em evolução como o brasileiro, que ainda estamos aprendendo a ser consumidores conscientes de nossos direitos, fazer o básico, por incrível que possa parecer esta se tornando um diferencial competitivo. Sabe por quê? Porque a maioria das empresas não se interessa em entregar o que foi prometido aos consumidores e, muitas delas, se aproveitam da boa intenção dos consumidores para enganá-los.
Neste final de semana uma reportagem na rede Record apresentou como algumas empresas usam o famoso “jeitinho brasileiro” para enganar os consumidores e poder lucrar alguns trocados em cada transação. São práticas parecidas como aquelas feitas alguns anos atrás em que empresas colocavam metragens diferentes (a menor) nos rolos de papel higiênico. Agora as tramoias vão desde diferenças no peso de bolos em padarias (não é habito dos consumidores conferirem se o peso da etiqueta é realmente o verdadeiro) como a famosa tática de encher os copos com gelo e assim oferecer menos quantidade do refrigerante (o que também não verificamos se realmente a quantidade que estamos comprando é de refrigerante ou de gelo).
A reportagem foi muito boa, pena que não mostraram, como faz o Fantástico com o seu teste do Inmetro, o nome das empresas que usam desta prática para lesar os consumidores. Seria uma ótima oportunidade de valorizar aquelas que realmente respeitam os seus consumidores.
Infelizmente é uma triste constatação, mas para satisfazer as necessidades e desejos dos consumidores e tornar-se melhor que os seus rivais de mercado, basta apenas cumprir aquilo que foi prometido. Somente quando todas as empresas pensarem desta forma poderemos passar para o próximo estágio e assim pensar em diferenciais para agregar valor as ofertas.
É a evolução natural dos mercados.

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